3 min leitura
Flexdeal e Optimize realizam emissão obrigacionista para PME através de crowdfunding
Cinco milhões de euros envolvendo cinco empresas dos setores do calçado e acessórios, tecnologia, alimentação, saúde, indústria e metalomecânica
28 Jan 2026 - 12:02
3 min leitura
Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Emissão no valor de cinco milhões de euros envolveu cinco empresas/Foto: Freepick
A Flexdeal — Sociedade de Investimento Mobiliário para o Fomento da Economia (SIMFE) — e a Optimize Investment Partners — Sociedade Gestora de Organismos de Investimento Coletivo — concretizaram a primeira emissão obrigacionista agrupada para PME em Portugal, realizada através de uma plataforma de financiamento colaborativo (crowdfunding).
Segundo um comunicado das entidades colocadoras divulgado nesta quarta-feira, “trata-se de uma operação em que várias empresas emitem obrigações em conjunto, através da plataforma Raize (gerida pela Raizecrowd), assumindo-se como codevedoras dos mesmos valores mobiliários, o que lhes permite financiar-se com maior solidez, escala e atratividade para os investidores”.
A operação, no valor aproximado de cinco milhões de euros, contou com cinco empresas como coemitentes e inaugura um mecanismo alternativo e competitivo de acesso das PME ao mercado de capitais.
A emissão foi integralmente subscrita pelo fundo de investimento Optimize Portugal Golden Opportunities Fund, gerido pela Optimize, tendo sido desenhada, estruturada e executada através de um consórcio entre a SIMFE e a Raize, plataforma de financiamento colaborativo supervisionada pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) ao longo de todo o processo.
“Este é um ponto de viragem na forma como as PME podem financiar-se em Portugal, passando a dispor de um canal alternativo para alavancar os seus negócios. Trata-se da primeira vez que uma sociedade gestora adquire dívida agrupada de PME, num modelo que permite a estas empresas aceder a financiamento com taxas de juro competitivas e um prazo de maturidade até cinco anos, garantindo maior previsibilidade financeira”, afirma Alberto Amaral, CEO da Flexdeal e da Raize.
As cinco PME envolvidas representam um conjunto diversificado de setores da economia, nomeadamente calçado e acessórios, tecnologia, alimentação, saúde, indústria e metalomecânica. “Muitas PME enfrentam dificuldades no acesso ao financiamento bancário e, quando o conseguem, tornam-se excessivamente dependentes desse canal. Esta alternativa que agora criámos está alinhada com as orientações da Comissão Europeia para a diversificação das fontes de financiamento das empresas”, sublinha Pedro Lino, CEO da Optimize Investment Partners.
A dívida emitida não contou, nesta fase, com qualquer garantia do Estado. Este novo instrumento de financiamento, passível de replicação no futuro, reduz custos para as empresas e maximiza a eficiência do processo, alargando o leque de soluções disponíveis para as PME e reforçando o papel do mercado de capitais no apoio ao crescimento económico.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030