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Fintech conseguiram angariar 1,2 mil milhões de euros
Cerca de um terço das fintech que operam em Portugal foram constituídas em 2024 e 2025, revela o documento da KPMG apresentado nesta terça-feira.
04 Nov 2025 - 14:34
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Tiago Freire da Fintech House
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Tiago Freire da Fintech House
Uma radiografia ao ecossistema das fintech em Portugal foi divulgada nesta terça-feira, com a apresentação do Relatório Portugal Fintech 2025, elaborado pela KPMG, Visa e Morais Leitão & Associados. O documento oferece uma visão global do desenvolvimento das fintech no país, bem como das suas principais áreas de negócio.
Entre as conclusões mais relevantes destaca-se o facto de os anos de 2024 e 2025 serem responsáveis por cerca de um terço das fintech criadas em Portugal. Só em 2025, 22,6% das fintech conseguiram levantar capital no mercado nacional e angariaram cerca de 1,2 mil milhões de euros desde o início do ano.
Metade das fintech internacionais a operar em Portugal contrataram profissionais portugueses, 74% já implementaram Inteligência Artificial (IA) nos seus produtos e 90% utilizam IA nas suas operações internas.
O relatório foi apresentado por Tiago Freire de Andrade, da Fintech House, instalada num edifício de sete andares em Lisboa que acolhe várias fintech em atividade. Durante o evento foram debatidos casos de sucesso e também a problemática da regulação deste tipo de atividade.
Num dos painéis, dedicado ao impacto da Agentic IA — sistemas de Inteligência Artificial que não apenas respondem a comandos, mas também conseguem agir de forma autónoma para atingir objetivos definidos — participaram Carolina Albarrán (KPMG), Mariana Correia (Visa), Luís Lancos (Data Whisper, empresa que desenvolve software para sistemas de pagamento) e Diogo Bragança (Sonant AI, empresa que fornece soluções para o setor segurador).
Os intervenientes destacaram que a “confiança” é a palavra de ordem para o sucesso da Agentic IA e reconheceram que ainda existe algum receio por parte das grandes organizações em relação à adoção de sistemas de automação.
“A confiança é a palavra-chave”, afirmou Luís Lancos, acrescentando: “É preciso transportar essa confiança para dentro das organizações quando implementamos soluções de IA.” Segundo o responsável da fintech sediada em Londres, “é fundamental colocar o utilizador ou cliente no controlo das suas decisões quando trabalhamos com Agentic IA — é essencial introduzir o fator humano nestes processos.”
Luís Lancos alertou ainda que os desafios de segurança associados à Agentic IA são enormes, e deu o exemplo de um amigo que começou a receber chamadas falsas de supostos colegas de trabalho a exigir dinheiro — vozes sintetizadas por sistemas de IA após o roubo de dados nas redes sociais.
Também Diogo Bragança sublinhou as vantagens da Agentic IA no setor dos seguros: “Temos uma grande ajuda na gestão automatizada de dados para o cálculo de prejuízos e perdas num sinistro. A IA trabalha 24 horas por dia e o cliente já não precisa de esperar dois ou três dias por esses valores. É igualmente muito útil na automação do aconselhamento jurídico, ao apresentar vários cenários alternativos ao cliente. E, por último, melhora o diálogo com o cliente — por exemplo, se precisar de um carro de substituição ou de enviar um documento, a IA pode resolver tudo muito mais depressa.”
Já Mariana Correia, da Visa, destacou que: “Na indústria dos pagamentos, as organizações são muito protetoras do seu dinheiro e, por isso, bastante cautelosas na implementação de soluções de automação. No entanto, estão a surgir cada vez mais estratégias nesse sentido, especialmente com o apoio de parceiros especializados.”
Para aquela responsável, “é essencial aliar a segurança à simplicidade que a IA proporciona”.
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