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Ex-executivos de neobancos preparam concorrente direcionado a clientes de elevado património
Um novo banco digital, Projeto Arnaud, liderado por Jason Bates e David Brear, pretende modernizar o ‘private banking’ para clientes de elevado património. Plano inclui aquisição de bancos existentes.
03 Set 2025 - 07:13
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Foto: Unsplash/Christopher Bill
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Foto: Unsplash/Christopher Bill
Há um novo banco na calha, com origem em antigos membros de bancos digitais britânicos. O novo projeto, por enquanto denominado Projeto Arnaud, tem ao leme Jason Bates, antigo ‘chief costumer officer’ (CCO) do Monzo e Starling Bank, e David Brear, CEO da ‘fintech’ 11:FS. Têm ainda Max Koretskiy, cofundador da gestora de património suíça Blackshield Capital, como sócio. De acordo com uma entrevista dada ao The Times, estes empresários pretendem lançar um banco digital com foco em clientes de elevado património.
Bates entende que os chamados ‘challenger banks’ foram feitos com um público específico em mente e, portanto, “o ‘private banking’ ainda é tristemente inadequado para as necessidades dos indivíduos de elevado e muito elevado património”. “Sentimos que podemos realmente ter impacto aqui”, realça. Tanto Bates como Brear consideram que este segmento ainda não pôde tirar proveito dos benefícios da disrupção digital.
Os empresários não quiseram revelar um valor mínimo para aceder aos serviços em questão. Contudo, recusam fazer ‘cherry-picking’ de clientes. Isto surge no seguimento de, em 2023, o Coutts – banco privado pertencente ao NatWest – ter encerrado a conta do político britânico Nigel Farage, líder do partido populista Reform UK.
Este novo negócio vai ser implementado através da aquisição de outros bancos já existentes, de forma a aproveitar as suas licenças bancárias. O objetivo é, através de tecnologia desenvolvida pela 11:FS e dos negócios adquiridos, permitir aos clientes gerir contas de diferentes países numa só aplicação. Bates justifica que o público-alvo desta nova empresa tem de gerir várias contas diferentes em jurisdições distintas. Para o ex-CCO da Monzo, isto deve ser possível de fazer através de um único fornecedor de serviços.
Paralelamente, os empresários querem prestar serviços de aconselhamento de investimento aos seus clientes, considerando que, atualmente, são demasiado caros e ‘old school’ e que não oferecem ferramentas digitais suficientes.
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