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Euronext Lisboa vê com bons olhos conta de poupança e investimento individual anunciada pela CMVM
A CEO da Euronext Lisboa revela que a empresa já tinha proposta iniciativas deste género ao Governo há mais de um ano.
05 Fev 2026 - 12:49
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Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisbon | Foto: LinkedIn
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Isabel Ucha, CEO da Euronext Lisbon | Foto: LinkedIn
A Euronext Lisboa considera positivo o anúncio da CMVM sobre o lançamento de uma conta de poupança e investimento individual, algo que o regulador do mercado vai fazer em linha com as recomendações da Comissão Europeia (CE).
Numa conversa com jornalistas na manhã desta quinta-feira, a CEO da Euronext Lisboa, Isabel Ucha, elogiou este avanço, sublinhando até que já havia proposto ao Governo iniciativas neste sentido há mais de um ano, antes da CE iniciar esta demanda.
Ucha reiterou que a Euronext apoia todos os incentivos que estão a ser feitos no âmbito da União das Poupanças e Investimento, desde os planos de pensões à literacia financeira.
Falando sobre o ano de 2025, a CEO da bolsa portuguesa destacou a valorização do índice PSI20, que atingiu uma capitalização de 93 mil milhões. Isto equivale a um crescimento de 11% face ao ano anterior, mas ainda abaixo dos 97 mil milhões registados em 2023. O volume de negociação de ações aumentou 33% em 2025, em comparação com 2024, e 88% relativamente aos níveis pré-pandemia.
Em 2025, houve quatro admissões à bolsa portuguesa. Três destas foram empresas na área do imobiliário – ArrábidaShopping, GaiaShopping e CIAGEST – e outra de fundos de capital de risco – BlueCrow. No total dos mercados europeus da Euronext houve 76 admissões em bolsa, mais 15% do que no ano anterior.
Para 2026, Isabel Ucha não faz previsões de empresas que possam entrar na bolsa ou sequer quantas poderão entrar. A CEO da Euronext Lisboa considera que é difícil atribuir uma probabilidade de IPO, pois existem várias nuances. Ucha defende apenas que atrair empresas para o mercado bolsista faz parte do ‘core business’ da empresa e é para isso que trabalham.
A Euronext destaca as medidas implementadas para facilitar o acesso à bolsa, o chamado ‘fast track’, que foi usado pela primeira vez por uma empresa admitida na Euronext Lisboa. Este modelo reduz o processo de admissão de 30 para 15 dias úteis, limita o documento informativo a 30 páginas e reduz a documentação pedida. A Euronext revela ainda que fez alterações ao seu preçário no início de 2025, eliminando e reestruturando algumas taxas.
Os investidores particulares continuam a ter um “peso expressivo” na negociação de ações em Portugal, sendo responsáveis por 18%. Entre os mercados da Euronext, informa a empresa, apenas Itália tem uma proporção maior, de 25%. Questionada sobre esta preponderância do retalho na negociação, Isabel Ucha considera que não é demasiada, acrescentando que ter investidores individuais contribui para atrair mais institucionais.
Para 2026, a Euronext Lisboa considera ter um “ambicioso plano de trabalho, focado na aceleração das empresas portuguesas, na promoção do mercado e no desenvolvimento de ‘corporate services’ e serviços de ‘post-trade’”.
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