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Endividamento do setor privado em 2025 sobe 12,5 mil milhões impulsionado pelo crédito à habitação
O endividamento do setor não financeiro atingiu, em 2025, 851,3 mil milhões, com o setor privado a ser responsável por 480,3 mil milhões.
23 Fev 2026 - 11:40
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Em 2025, o setor privado viu o seu endividamento crescer 17,2 mil milhões para um total de 480,3 mil milhões. Esta subida deveu-se, em grande parte, ao crédito à habitação contraído pelos particulares. De acordo com os dados revelados pelo Banco de Portugal (BdP), nesta segunda-feira, os particulares aumentaram o seu endividamento perante o setor financeiro em 12,5 mil milhões, especialmente na finalidade da habitação.
Já as empresas privadas viram a sua dívida subir 3,5 mil milhões, segundo o banco central. Junto do setor financeiro este valor aumentou 3,6 mil milhões, enquanto perante o resto do mundo cresceu 1,7 mil milhões. Por outro lado, caiu 2 mil milhões perante as empresas não financeiras. A subida do endividamento deu-se por via de empréstimos, no que diz respeito ao setor financeiro, e títulos de dívida no que concerne a não residentes.
O aumento do endividamento dos particulares bateu recordes durante quase o ano inteiro, fechando 2025 com uma taxa de variação anual de 8,78%, um novo máximo. Em dezembro de 2024, esta taxa fixou-se em 3,89%. Já as empresas terminaram o ano com o endividamento a subir 2,52%, mais 1,4 pontos percentuais (pp) do que no mês homólogo.
Olhando para o setor público, este alcançou um endividamento total de 371 mil milhões em 2025, mais 11,7 mil milhões do que no ano anterior. Segundo explica o Banco de Portugal, o incremento justifica-se pelo investimento de não residentes em títulos de dívida portuguesa, no valor de 9 mil milhões, acrescidos de 7,4 mil milhões junto das administrações públicas e 3,4 mil milhões perante os particulares.
No sentido inverso, o setor público reduziu a sua dívida através do reembolso de 4 mil milhões, junto do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira e do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira. Houve ainda uma redução de 8,4 mil milhões junto do setor financeiro, devido à diminuição dos títulos de dívida em carteira, segundo explica o BdP.
O endividamento do setor não financeiro, no total, ascendeu a 851,3 mil milhões, mais 28,9 mil milhões do que em 2024. Em percentagem do PIB, o endividamento do setor não financeiro caiu 6,2 pp para 277,9%. O endividamento do setor público baixou de 124,1% para 121,1% e o do setor privado de 160% para 156,8%.
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