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Empréstimos para habitação registam maior subida dos últimos 20 anos
No final de 2025, o crédito hipotecário somava 111 mil milhões de euros, um crescimento de 10,2% face a 2024.
29 Jan 2026 - 11:40
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A banca portuguesa nunca concedeu tanto crédito nas últimas duas décadas. De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco de Portugal, no final do ano passado o montante total de empréstimos concedidos pelos bancos a particulares atingiu 144,8 mil milhões de euros, mais 12 mil milhões de euros do que no final de 2024. A taxa de variação anual foi de 9,6%, face aos 4,2% registados no final de 2024. Trata-se do maior crescimento observado em final de ano desde 2007 (10,2%).
O principal motor do crédito foram os empréstimos para a compra de habitação. No final de 2025, estes totalizavam 111 mil milhões de euros, mais 9,7 mil milhões de euros do que em dezembro de 2024. O crédito à habitação cresceu 10,2%, registando a maior subida em final de ano desde 2005 (10,2%).
Já os empréstimos ao consumo atingiram 21,2 mil milhões de euros, mais 1,1 mil milhões de euros do que no final de 2024. Em 2025, este tipo de crédito aumentou 7,3%, ligeiramente abaixo do crescimento registado em 2024 (7,5%).
Do lado dos depósitos, verificou-se igualmente uma evolução positiva. No final de 2025, o stock de depósitos de particulares nos bancos residentes totalizava 201,0 mil milhões de euros, mais 8,3 mil milhões de euros do que no final de 2024.
Por tipologia, os depósitos à ordem aumentaram 6 mil milhões de euros, para 86,2 mil milhões de euros, enquanto os depósitos a prazo — que incluem depósitos com prazo acordado e depósitos com pré-aviso — cresceram 2,3 mil milhões de euros, para 114,8 mil milhões de euros.
Na vertente empresarial, a dinâmica do crédito foi mais contida. No final de 2025, o montante de empréstimos concedidos pelos bancos às empresas ascendia a 74,2 mil milhões de euros, mais 2 mil milhões de euros do que no final de 2024. A taxa de variação anual foi de 3,6%, o maior crescimento em final de ano desde 2021 (4,2%).
As microempresas mantiveram uma taxa de variação anual positiva, de 13,9% (7,2% em dezembro de 2024), enquanto as médias empresas registaram uma taxa negativa de -2% (-5,2% em dezembro de 2024). Nas restantes dimensões, verificou-se uma inversão da tendência: as pequenas empresas apresentaram uma taxa de variação anual de 4% (-1,3% em dezembro de 2024) e as grandes empresas de -3,6% (0,3% em dezembro de 2024).
No crédito ao setor da construção e das atividades imobiliárias, o crescimento foi de 8,4%, acima dos 5,5% registados no ano anterior.
Nos setores do comércio, transportes e alojamento, a taxa de variação anual tornou-se positiva, fixando-se em 3% (-1,6% em dezembro de 2024). O crédito ao alojamento e restauração e ao comércio passou, respetivamente, de 0,9% para 4,7% e de -1% para 4,8%. Já no segmento dos transportes e armazenagem, os empréstimos concedidos às empresas recuaram 4,6%, uma diminuição menos acentuada do que a registada em dezembro de 2024 (6,7%).
O setor das indústrias e eletricidade apresentou uma taxa de variação anual de -1,3%, idêntica à observada no final de 2024.
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