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Empresas do PSI apontam incêndios florestais como o maior risco climático

36% das empresas analisadas apontam "disrupção da atividade" como um dos principais efeitos dos eventos climáticos extremos, bem como a deterioração de ativos, identificada por 32%.

30 Dez 2025 - 18:12

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Foto: Adobe Stock/toa555

Foto: Adobe Stock/toa555

Riscos físicos associados a incêndios florestais são apontados como “os mais preocupantes” por 14 empresas do índice PSI nos seus relatórios de sustentabilidade, segundo o Relatório Anual sobre a Exposição do Mercado de Capitais ao Risco Climático da CMVM. Entre os principais efeitos dos eventos climáticos extremos, estão “a disrupção da atividade”, identificada por 36% das empresas emitentes analisadas, e a deterioração de ativos, apontada por 32% das entidades, indica o documento divulgado nesta terça-feira pelo regulador.

A maioria dos riscos com impacto na atividade das empresas estão associados a perigos climáticos “relacionados com a temperatura”, designadamente “incêndios florestais”, “variações de temperatura (ar, água doce, águas marinhas)” e “alteração dos regimes e tipos de precipitação (chuva, granizo, neve/gelo)”. A maioria, cerca de 70%, dos riscos físicos reportados pelos emitentes são “riscos agudos”.

Contudo, as medidas de mitigação propostas pelas 14 entidades analisadas variam consoante “o setor de atividade, as matérias-primas utilizadas e a visão de gestão de cada empresa”. Uma empresa do PSI (são 15) foi excluída desta amostra por elaborar o seu relato de sustentabilidade de acordo “com lei pessoal estrangeira”, informa a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A redução das emissões de gases com efeito de estufa é assumida por 64% das empresas, sendo significativamente menor o número de metas associadas a fatores como a eficiência energética (12%) ou a utilização de energias renováveis (cerca de 10%).

Na edição deste ano do relatório, são analisados também os riscos físicos que podem afetar os organismos de investimento alternativo (OIA) em ativos imobiliários nacionais, nomeadamente quanto a incêndios, stress hídrico, secas, subsidência (rebaixamento de solos), deslizamentos, inundações e tempestades de vento. O risco de incêndio e o risco de stress hídrico são os mais preocupantes para os OIA imobiliários nacionais, devido à “localização dos imóveis” e ao “tipo de utilização”.

Os imóveis industriais são os mais expostos a incêndios, com uma probabilidade média de ocorrência de 1,38%, seguidos pelos imóveis para logística (1,02%) e para habitação (0,98%), com valores médios acima da média global de 0,56%, segundo o documento.

Já os imóveis nos segmentos de logística e habitação apresentam “níveis de stress hídrico superiores à média, que se situam em 0,88 e 0,85, respetivamente. Estes valores revelam que fundos com investimento residencial ou logístico podem estar a operar em áreas com utilização de água próxima dos limites sustentáveis”, conclui.

O relatório da CMVM visa contribuir “para um melhor conhecimento sobre a exposição aos riscos climáticos” e para “suscitar a reflexão sobre a sua gestão”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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