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Dinheiro em circulação em Moçambique com novo máximo em novembro
Em novembro, o dinheiro físico a circular em Moçambique ascendia a 73,75 mil milhões de meticais (986,2 milhões de euros).
03 Fev 2026 - 09:57
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O dinheiro físico a circular em Moçambique aumentou para 73,75 mil milhões de meticais (986,2 milhões de euros) em novembro, o valor mais alto em mais de um ano, segundo dados oficiais. De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique, com dados até final de novembro, o dinheiro em circulação tinha atingido no mês anterior 71,56 mil milhões de meticais (956,9 milhões de euros). Antes, o máximo histórico foi de 72,37 mil milhões de meticais (967,8 milhões de euros), em junho de 2025.
Em dezembro de 2024, Moçambique tinha em circulação 71,42 mil milhões de meticais (955 milhões de euros) em notas e moedas. Seguiram-se várias quedas mensais consecutivas, apesar da entrada em circulação de uma nova série do metical, a moeda moçambicana, em 16 de junho de 2024. A retirada de dinheiro de circulação é uma prática habitual da política monetária contracionista, de redução da oferta de moeda, normalmente utilizada pelos bancos centrais para conter a subida de preços.
Os preços em Moçambique aumentaram 3,23% em 2025, segundo dados divulgados segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), metade da estimativa inicial do Governo moçambicano e abaixo do valor atingido no ano anterior. O Índice de Preços no Consumidor de dezembro do INE indica que Moçambique “registou um aumento de preços na ordem de 0,49%”, face a novembro, novamente influenciado pelo setor da alimentação e bebidas não alcoólicas, ao contribuir no total da variação mensal com 0,43 pontos percentuais negativos.
Acrescenta que, durante o ano de 2025, o país “registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 3,23%”, sobretudo devido ao impacto nas divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares, ao contribuírem com 1,87 e 0,7 pontos percentuais, respetivamente. Moçambique chegou a registar oito recuos mensais (deflação) no índice dos preços ao consumidor, em menos de um ano e meio, quatro dos quais entre abril e julho do ano passado, retomando as subidas a partir de agosto.
A inflação acumulada de 2024, segundo dados anteriores do INE, fixou-se nos 4,15%, que compara com os 5,3% de 2023, mas abaixo do pico de quase 13% atingido em julho de 2022. O Governo previa para 2025 com uma inflação em torno de 7% em Moçambique, tal como a estimativa para 2026.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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