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DBRS: banca espanhola deve continuar com resultados sólidos em 2026
Em 2025, os bancos analisados pela DBRS conseguiram um ROE de 18,2%, acima dos 17,3% do ano anterior. 2026 vai ser "mais um ano de desempenho forte".
11 Fev 2026 - 07:11
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Os bancos espanhóis reportaram, em 2025, mais um ano de lucros elevados, com vários bancos a bater recordes de novo. Para 2026, estas instituições podem contar com “mais um ano de desempenho forte”, segundo a agência de ‘rating’ Morningstar DBRS.
Note-se que a análise da DBRS engloba o CaixaBank, Bankinter, Banco Sabadell, ABANCA, Cajamar, Santander e BBVA, sendo que, no caso destes dois últimos, a agência de notação financeira só tem em conta a atividade em Espanha.
A DBRS realça que, no ano passado, os bancos referidos alcançaram um lucro de 18,5 mil milhões de euros. Isto equivale a um aumento de 5,1% em termos homólogos ou de 7,6% se se excluir os impactos da compra do Eurobic pelo ABANCA. Segundo os cálculos da instituição, o ROE destes bancos (aqui também sem a questão do Eurobic) ascendeu a 18,2%, acima dos 17,3% registados um ano antes.
“A rentabilidade continuou a beneficiar do sólido dinamismo macroeconómico em Espanha, que sustentou um crescimento saudável do crédito e a geração de comissões e contribuiu para uma nova redução dos ativos não produtivos”, explicou a DBRS.
Olhando em detalhe, é possível averiguar que a margem financeira destes bancos caiu em 2025, mas foi compensada pela subida em receitas com comissões. O Santander e o BBVA foram as únicas instituições que reportaram aumentos na margem financeira, com o primeiro a subir 0,7% e o segundo 3,2%. Ainda assim, não foi o suficiente para evitar uma queda geral de 1,7%. Para 2026, a DBRS espera que a margem supere os níveis de 2025 graças, essencialmente, a taxas de juro estáveis e crescimento forte do crédito.
As receitas, em geral, cresceram – quando excluída a taxa bancária de 2024 – em todas as entidades bancárias, à exceção do CaixaBank, Sabadell e Santander. Estas empresas tiveram quedas de 0,6%, 0,8% e 2,6%, respetivamente.
As comissões tiveram um papel preponderante neste aumento dos rendimentos dos bancos, especialmente num contexto de descida das taxas de juro do Banco Central Europeu. Estas receitas cresceram 5,2% em 2025, maioritariamente através de serviços de gestão de ativos e produtos de seguradoras, bem como comissões bancárias e de pagamentos mais altas.
“Sublinhamos que todos os bancos tiveram um crescimento sólido nesta linha, indo dos 2% no Sabadell aos 10,9% no Bankinter”, destaca a DBRS. Em 2026, as comissões devem continuar a subir, mas com um aumento mais moderado, considera a agência de ‘rating’.
No campo das despesas, a DBRS realça os custos controlados da banca, com as despesas operacionais a subirem 2,1%, essencialmente devido a aumentos salariais e mais recursos humanos em geral. O rácio de eficiência destas instituições fixou-se em 39%.
Paralelamente, todos os bancos reportaram menos provisões em 2025, à exceção do Cajamar, que teve uma “abordagem mais conservadora para enfrentar potenciais riscos derivados do atual ambiente macroeconómico e geopolítico”. Já o progresso positivo dos restantes bancos foi justificado por uma “expansão saudável do crédito, um mercado laboral melhor, um ambiente macroeconómico espanhol sólido e práticas de gestão de risco ativas”.
Por sua vez, o custo de risco caiu para 33 pontos base, abaixo dos 38 pontos base um ano antes. Espera-se, para 2026, um custo de risco semelhante ou até menor.
Também o crédito malparado apresentou um progresso entre todas as instituições bancárias analisadas. O rácio NPL caiu para 2,2% em 2025, menos 56 pontos base face ao final de 2024. Ao mesmo tempo, os bancos espanhóis mantêm “reservas substanciais” para créditos não produtivos, resultando num rácio NPL líquido de 0,7%.
Por fim, a capitalização dos bancos continua “robusta, apesar de um aumento significativo na remuneração dos acionistas e da forte expansão do negócio”, sublinha a DBRS. O rácio CET1 destes bancos fixou-se em 13% em 2025, tendo em conta os dividendos planeados. “Esta resiliência é sustentada por uma sólida geração de receitas internas, que apoia uma forte capacidade de absorção de perdas para lidar com riscos potenciais”, explica a agência de ‘rating’.
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