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Crédito Económico Popular entra no negócio de venda de barras de ouro

Barras com pureza de 999,9 serão comercializadas em unidades de cinco e 10 gramas

24 Fev 2026 - 15:15

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O Crédito Económico Popular (CEP), empresa portuguesa que atua no setor do crédito sobre penhores e detida pelos italianos da Kruso Kapital, vai entrar no negócio da venda de barras de ouro através da sua rede de 16 filiais em todo o país.

Segundo um comunicado divulgado nesta terça-feira, “as barras de ouro fino para investimento, de 5 e 10 gramas, com pureza de 999,9, são comercializadas pelo CEP com certificado que atesta a sua pureza, peso e autenticidade”.

O CEP refere que a opção por pesos reduzidos “permite um investimento gradual e flexível, alargando o acesso ao ouro físico a um universo mais vasto de clientes, desde investidores experientes a aforradores conservadores, novos investidores que procuram uma primeira exposição ao ouro, bem como colecionadores e curiosos”.

“Com este lançamento, disponibilizamos ao mercado português uma forma transparente e acessível de investimento em ativos reais, apoiada na experiência do CEP na avaliação e gestão de metais preciosos. O nosso objetivo é que qualquer cliente, com diferentes níveis de poupança, possa aceder a um investimento em ouro físico de forma simples, informada e segura”, afirma Isabel Teixeira, diretora-geral do CEP em Portugal. “As barras de ouro fino permitem aos clientes diversificar o seu património com um ativo físico, tangível e reconhecido como reserva de valor.”

As barras de ouro comercializadas pelo CEP são produzidas e certificadas por refinarias e ensaiadores autorizados e registados na Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM), em conformidade com os padrões internacionais de qualidade e ensaio. O ouro utilizado resulta de peças adquiridas através dos serviços de compra e venda do CEP nas suas agências e que não sejam vendidas em leilão público, num processo sujeito a controlos internos de conformidade, prevenção do branqueamento de capitais e regras de aprovisionamento responsável.

A rastreabilidade é assegurada desde a aquisição até à produção das barras, com avaliação especializada realizada pelas equipas do CEP nas suas filiais.

O preço de venda corresponde essencialmente ao valor da barra — cotação de referência do dia útil anterior acrescida de uma margem de 5% — não existindo outros encargos adicionais associados à compra. O CEP não disponibiliza atualmente serviço de custódia, sendo a recolha física das barras efetuada nas agências. No entanto, a empresa encontra-se a desenvolver soluções de guarda para o futuro.

Este veículo de investimento enquadra-se no regime europeu aplicável ao ouro de investimento (ouro fino 999,9). Em Portugal, este regime contempla, em regra, a isenção de IVA na aquisição, sendo que a eventual tributação de mais-valias depende da situação fiscal individual e do horizonte temporal de detenção do ativo.

O ouro tem um papel estabilizador em períodos de incerteza, funcionando como cobertura contra a inflação e riscos cambiais. A sua relevância enquanto ativo de investimento resulta do seu valor intrínseco, da oferta limitada e da elevada liquidez a nível global. Ainda assim, o investimento em ouro físico não está isento de riscos, devendo ser considerados fatores como as oscilações de preço, as condições de liquidez no momento da revenda e a ausência de rendimento periódico (como juros ou dividendos). O CEP defende que o ouro deve ser integrado numa carteira diversificada e ajustada ao perfil e aos objetivos de cada investidor.

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