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Commerzbank reporta lucro de 2,63 mil milhões e anuncia distribuição de 100% do resultado
O Commerzbank teve uma queda ligeira no lucro de 2025, afetado por despesas de reestruturação e pela margem financeira.
11 Fev 2026 - 11:18
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Foto: Commerzbank AG
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Foto: Commerzbank AG
O Commerzbank reportou, nesta quarta-feira, um resultado líquido de 2,63 mil milhões de euros em 2025, menos 1,9% do que no ano anterior. O banco alemão conseguiu subir o resultado operacional em 17,5%, mas as despesas de reestruturação, acrescidas de impostos e outros custos – todos estes a subirem em relação a 2024 – fizeram o lucro final cair abaixo do ano passado.
O dividendo a ser distribuído pelo Commerzbank é de 1,1 euros. Considerando o programa de recompra de ações de concluído em dezembro, no valor de mil milhões, e o próximo de 540 milhões, anunciado com estes resultados, o banco vai distribuir 100% dos seus resultados de 2025, num total de 2,7 mil milhões.
A instituição subiu as receitas totais em 9,6% para 12,2 mil milhões. A margem financeira teve uma quebra ligeira de 1,3%, fixando-se em 8,23 mil milhões. No sentido oposto, as receitas com comissões subiram 7,1% para 4,03 mil milhões, compensando a queda da margem.
Paralelamente, o banco destaca, em comunicado, a redução da despesa com provisões na sua subsidiária polaca, o mBank, que representa uma queda de mais de 500 milhões. Esta instituição, sublinha o Commerzbank contribuiu com 1,05 mil milhões para o lucro do banco alemão, mais 75% do que no ano anterior.
As despesas operacionais do grupo cresceram 6,8% para 6,67 mil milhões. Além destes custos, a reestruturação acrescentou mais 562 milhões às despesas do banco. Também os impostos sobre o lucro subiram, em 10,1%, ascendendo a 1,09 mil milhões.
Apesar desta subida de custos, o Commerbank conseguiu melhorar o seu rácio de eficiência, baixando o mesmo de 58,8% para 57%.
O RoTE do banco foi de 13,9%, acima dos 12,3% registados um ano antes. Já o rácio CET1 caiu 0,4 pontos percentuais (pp) para 14,7%.
Para 2026, o Commerzbank melhorou as suas expectativas, contando agora um lucro acima dos 3,2 mil milhões originalmente planeados. O banco estima que a margem financeira chegue aos 8,5 mil milhões, mais 100 milhões do que previa. Nas receitas com comissões, pretende um crescimento de 7% de novo.
Em termos de despesas, a instituição indica que vai continuar com um controlo apertado sobre as mesmas, ambicionando um rácio de eficiência de 54%, menos 2 pp do que o originalmente pretendido, justificado pelo aumento de receitas esperado.
O rácio CET1 deve ficar acima de 14% e o RoTE superior a 11,2%.
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