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Com comissões a compensar queda da margem, Banco BPM consegue lucrar 2,08 mil milhões em 2025

Banco BPM destaca o cumprimento de várias metas que estavam previstas apenas para 2027, como o peso das receitas não relacionadas com juros.

05 Fev 2026 - 18:43

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Foto: Wikimedia

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O Banco BPM consegue fechar 2025 em alta, com um lucro de 2,08 mil milhões de euros, mais 8,4% do que no ano anterior e apenas a 70 milhões do objetivo delineado para 2027. Tudo isto no ano em que o banco conseguiu escapar a uma Oferta Pública de Aquisição por parte do rival maior, o UniCredit.

O resultado líquido de 2025 permite ao BPM distribuir um dividendo total de 1 euro por ação aos acionistas. O banco vai distribuir 80% do seu lucro anual, segundo revela em comunicado.

As receitas do BPM ascenderam a 5,96 mil milhões, mais 4,4% do que em 2024. A margem financeira teve uma queda de 9,1% para 3,13 mil milhões. Por outro lado, as comissões aumentaram 21,4% para 2,5 mil milhões e o negócio dos seguros subiu 39,7% para 162,5 milhões, compensando a contração da margem.

O banco destaca que as receitas não relacionadas com juros constituíram 51% do total, uma meta que estava também estabelecida apenas para 2027.

Do lado das despesas, o BPM gastou mais 3,1% em custos operacionais, num total de 2,74 mil milhões. Houve, contudo, uma redução nas provisões, de 26,3%, para 403 milhões. O rácio de eficiência caiu 0,6 pontos percentuais para 46%.

Em termos de rentabilidade, o BPM conseguiu um RoTE de 20,4% e um ROE de 15,4%. Já o rácio CET1 foi de 13,58%.

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