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CFO e diretor de Banca de Investimento têm os salários de entrada mais altos do setor bancário

Estes profissionais contam salários de entrada de 80 mil euros anuais e que, dependendo de onde se situam, podem atingir tetos de 110 mil a 160 mil euros.

10 Fev 2026 - 07:01

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Foto: Unsplash

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A Adecco lançou nesta segunda-feira o seu Guia Salarial 2026 e, olhando para o setor bancário e de serviços financeiros, é possível averiguar que os CFO e os diretores de Banca de Investimento ou Corporate Finance contam com os salários de entrada mais elevados. Ambos, tanto na região de Lisboa como no Porto, aparecem com um ordenado mínimo de 80 mil euros anuais.

No que diz respeito ao teto máximo, este já varia. Um CFO pode ir até aos 130 mil ou 110 mil euros, em Lisboa e no Porto, respetivamente. Já um diretor de Banca de Investimento ou Corporate Finance pode chegar aos 160 mil euros anuais em ambas as cidades.

Ainda na área da banca, os salários de entrada mais altos são dos diretores de risco e de compliance, ambos nos 75 mil euros, em Lisboa, baixando para 65 mil no Porto, no caso do diretor de Compliance. No caso dos diretores de risco, estes podem ascender a um salário anual máximo de 110 mil euros na capital e 100 mil no Porto. Já os diretores de Compliance têm um limite de 100 mil e 90 mil, em Lisboa e no Porto, respetivamente.

Segundo informa a Adecco, a banca e os serviços financeiros “operam num contexto de elevada exigência, marcado pela pressão sobre a eficiência operacional, o reforço do compliance e a gestão de risco, num cenário de instabilidade geopolítica e desafios macroeconómicos”. O recrutamento nesta área, explica a empresa, mantém uma procura por “perfis com domínio regulatório, capacidade analítica e forte capacidade execução, sobretudo nas áreas de ‘compliance’, risco e análise de crédito”.

As funções mais procuradas “e cuja relevância se manterá em 2026” são ‘compliance officer’, auditor interno e analista de crédito.

No que toca ao setor financeiro, os números caem um pouco. No topo aparece o cargo de diretor financeiro, que, em Lisboa, pode auferir entre 70 e 140 mil euros. Se se mudar para o Porto, estes valores baixam para entre 60 e 120 mil euros.

Com salários de entrada de 50 mil euros, na capital, surgem os cargos de ‘controlling manager’ e ‘accounting manager’. O primeiro tem um teto máximo de 85 mil euros e o segundo de 80 mil euros. Quando se olha para estes postos no Porto, o ordenado mínimo de um ‘controlling manager’ é de 45 mil euros e o de um ‘accounting manager’ é de 42 mil euros. Nesta cidade, ambas têm um limite de 65 mil euros.

Por sua vez, um ‘tax manager’ começa a carreira em Lisboa nos 45 mil euros anuais, podendo ascender ao dobro, no máximo. No Porto, os valores são mais modestos, indo dos 28 aos 75 mil euros. Por fim, um ‘plant controller’ pode auferir um salário de, no mínimo, 33 mil euros em Lisboa, e que tem um teto máximo de 80 mil euros. Este intervalo passa a 30 a 75 mil euros no Porto.

A Adecco indica que “as funções na área financeira atravessam uma transformação acelerada, impulsionados pela digitalização e pela necessidade de novos modelos de eficiência e decisão”. Em termos de recrutamento propriamente dito, “este contexto tem vindo a intensificar o desafio no recrutamento de perfis que conciliem experiência prática, visão estratégica e fluência tecnológica”.

Neste campo, realça a Adecco, “apesar do aumento generalizado da qualificação, a procura continua a superar a oferta”. Existem ainda dois perfis um pouco díspares: “de um lado, jovens com competências digitais, mas reduzida experiência; do outro, profissionais experientes confrontados com exigências crescentes de adaptação tecnológica. Destaca a valorização de gestores intermédios capazes de atuar como elo entre estratégia e execução, equilibrando conhecimento técnico, liderança e inovação num setor em constante reinvenção”.

As funções com maior procura atualmente, adianta a Adecco, são ‘business controller’, contabilista e especialista de tesouraria.

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