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CEO do JPMorgan prevê “desastre económico” caso Trump limite taxa de juro sobre cartões de crédito

Jamie Dimon acredita que "quem vai chorar mais", caso esta medida avance, não são as empresas de cartões de crédito, mas sim os cidadãos e as empresas.

21 Jan 2026 - 17:30

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Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC

Jamie Dimon, CEO do JPMorgan Chase | Foto: JPMC

O CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, nas suas declarações em Davos, caracterizou a medida proposta recentemente pelo presidente norte-americano, Donald Trump, como um “desastre económico”, referindo-se à possibilidade de impor um limite sobre as taxas de juro dos cartões de crédito. Também nesta quarta-feira, em Davos, Trump reiterou a sua vontade de avançar com esta limitação, levando a lei ao congresso dos EUA.

O presidente, lembra a Reuters, apresentou esta ideia para combater o custo de vida dos cidadãos, algo que pode causar pressão sobre a administração quando chegar a hora dos eleitores se dirigirem às urnas nas eleições intercalares deste ano. Trump argumentou, no seu discurso em Davos, “uma das maiores barreiras ao pagamento de uma entrada para a casa tem sido a crescente dívida de cartões de crédito. A margem de lucro das empresas de cartões de crédito está acima dos 50%, uma das maiores”, critica.

Dimon alerta que esta medida “vai retirar crédito a 80% dos americanos, e esse é o seu crédito de ‘backup’”. A indústria bancária tem criticado esta proposta, realçando que iria limitar o crédito aos consumidores.

Analistas de Wall Street, segundo a Reuters, referem que uma medida deste género exige legislação cuja probabilidade de ser aprovada é baixa e que divide democratas e republicanos.

Por sua vez, Dimon lança o desafio: “Acho que devíamos testar”. “O Governo pode fazê-lo, deviam forçar todos os bancos a fazê-lo em dois estados – Vermont e Massachusetts – e ver o que acontece”. O CEO do JPMorgan não explicou o porquê de referir estes estados, mas as suas afirmações geraram risos na plateia.

Por coincidência ou não, os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, representantes dos estados de Vermont e Massachusetts, respetivamente, já defenderam no passado precisamente a limitação destas taxas de juro, lembra a Reuters.

Dimon acredita ainda que “quem vai chorar mais” não vão ser as empresas de cartões de crédito, mas sim “os restaurantes, os retalhistas, as empresas de viagens, as escolas, os municípios, porque as pessoas vão falhar o pagamento da conta da água, este pagamento e outros”.

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