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BPF vai colocar 3 mil milhões em linhas de crédito
Dos 1,5 mil milhões mobilizados inicialmente pelo BPF, foi duplicada a linha de 500 milhões de tesouraria, acrescendo ainda mais mil milhões para investimento, do BEI.
25 Fev 2026 - 13:10
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O CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: Banco Português de Fomento
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O CEO do BPF, Gonçalo Regalado | Foto: Banco Português de Fomento
O CEO do Banco Português de Fomento (BPF), Gonçalo Regalado, anunciou nesta quarta-feira que a instituição vai colocar, no total, 3 mil milhões de euros em linhas de crédito no apoio à reconstrução após o mau tempo que afetou Portugal. “Em linhas de crédito colocaremos 3 mil milhões de euros”, revelou, no evento Conversas com Fomento, organizado pela instituição, em Lisboa, indicando que serão a cinco anos na tesouraria, a dez no investimento e a 20 anos no Banco Europeu de Investimento (BEI).
O presidente do BPF recordou que foram mobilizados, no início, mil milhões de euros numa linha de investimento, uma linha de 500 milhões de euros de tesouraria, que foi duplicada, ao que se junta agora a mobilização de mais mil milhões de euros para investimento, do BEI. O responsável apontou que as três linhas representam 1% do PIB, sendo que foi feita a mobilização em menos de um mês. Adiantou ainda que o BPF tem em lançamento um novo sistema de subvenções que terá 150 milhões de euros.
Segundo Gonçalo Regalado, 748 milhões de euros dos 1,1 mil milhões em candidaturas já estão aprovados, ou seja, estão contratados ou em contratação 68% dos pedidos. Estão em validação 30 milhões de euros, em processamento 300 milhões de euros, com dados em falta 57 milhões de euros, e em contratação 269 milhões de euros, elencou, enquanto contratados já estão 479 milhões de euros. “Fizemo-lo com todos os bancos comerciais”, salientou ainda, acrescentando que os bancos “visitaram as empresas logo nos primeiros dias”.
Em 4 de fevereiro, o BPF lançou duas linhas de crédito de emergência de 1,5 mil milhões de euros dirigidas às empresas afetadas pelas tempestades, para colmatar necessidades imediatas e apoiar a reconstrução de instalações e equipamentos.
Ao contraírem os empréstimos através destas linhas, as empresas terão uma isenção de comissão de garantia e das comissões bancárias habitualmente associadas. Os pedidos são submetidos junto do BPF pelos bancos comerciais, cabendo às instituições financeiras obter a validação dos empresários para formalizar o empréstimo.
O objetivo das linhas de crédito especiais é assegurar condições de financiamento mais baixas às empresas, uma vez que os bancos concedem os empréstimos através de uma garantia emitida pelo BPF equivalente a 70% ou 80% do financiamento, dependendo da dimensão das empresas. As linhas abrangem diversos setores de atividade, desde a indústria à hotelaria, passando pela restauração ou empresas agrícolas.
Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou a 15 de fevereiro.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
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