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BNPL, flexibilidade e geração Alfa: o foco do marketing em 2025

As tendências de marketing de serviços financeiros terão de ter em conta as crescentes necessidades de flexibilidade dos consumidores, bem como um novo perfil de cliente mais tecnológico que está a chegar ao mercado.

13 Jan 2025 - 07:00

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Tendo em conta as conjunturas económica e geopolítica, a evolução tecnológica e as necessidades dos novos consumidores que chegam ao mercado, a consultora Comperemedia identifica três grandes tendências que vão estar no centro das estratégias dos ‘marketeers’ financeiros em 2025. São elas o BNPL (buy now pay later), soluções financeiras mais flexíveis para responder a um mundo e necessidades de consumidores em rápida mudança e ainda o desenvolvimento de produtos para uma nova geração de consumidores que está a chegar ao mercado.

A consultora, que integra o grupo de análise Mintel, salienta que 15% dos consumidores estão interessados em usar BNPL em 2024, em comparação com 7% em 2023. Também houve um aumento de 286%, entre 2023 e 2024, no volume aplicado em campanhas que promovem recompensas de cartão de débito.

A Comperemedia acredita que estas tendências vão marcar o marketing de serviços financeiros e impactarão empresas, marcas e profissionais de marketing em 2025. “As tendências de marketing de serviços financeiros de 2025 estão enraizadas na inteligência de marketing competitiva, no comportamento do consumidor e na experiência do setor, e oferecem uma visão abrangente do impulso e da previsão do setor de serviços financeiros no próximo ano. A edição deste ano fornecerá a previsão de que as marcas precisam para criar estratégias de campanhas atraentes e compromissos com o consumidor”, afirma Lierin Melvin, diretor da Comperemedia Insights.

Controlar as dívidas

Os analistas acreditam que com a baixa de juros será mais barato contrair empréstimos, o que motivará os consumidores a gastar. Porém, as crescentes preocupações em evitar dívidas levam ao aparecimento de soluções mais flexíveis para o consumidor.

“Prevemos que alguns intermediários financeiros evitem a extensão excessiva do consumidor através do lançamento de integrações de produtos de gestão da dívida e soluções inovadoras que proporcionem ‘benefícios de crédito sem o crédito’, como cartões de débito com ‘cashback’ e BNPL”, refere Melvin. Através destas abordagens, acrescenta, “as instituições financeiras podem fornecer serviços em que os consumidores podem tirar partido de custos de empréstimo mais baixos para pagar a dívida e evitar, entretanto, o aumento da dívida de crédito, sublinhando a importância do bem-estar financeiro”, acrescenta.

Os analistas preveem que, em 2025, os cartões de débito com ‘cashback’ terão um novo posicionamento centrado na saúde financeira, uma vez que o produto permite que os clientes tenham os benefícios de um cartão de crédito, ao mesmo tempo que promove um comportamento de despesa mais responsável. Assim, “haverá um aumento do marketing para esta linha de produtos, à medida que o público-alvo se alarga para além dos consumidores com pouco crédito ou com crédito insuficiente”, continua Melvin.

Soluções mais flexíveis

Com a incerteza económica prolongada, a procura do consumidor por um valor que venha acompanhado de flexibilidade e previsibilidade está num ponto mais alto de sempre. As linhas entre as categorias de produtos financeiros tradicionais e as experiências de utilizador mais adaptáveis, como os ecossistemas robustos e os programas de fidelização baseados na adesão, estão a esbater-se. Espera-se que as marcas promovam relações mais profundas com os clientes através de soluções financeiras integradas e polivalentes e de um marketing que transfira o controlo para as mãos do consumidor.

“Ao olharmos para 2025, os serviços financeiros procurarão um melhor alinhamento com os consumidores, que cada vez mais procuram soluções adaptáveis e orientadas para o valor que esbatem as linhas de produtos tradicionais e oferecem uma experiência completa ao cliente”, explica o analista.

O setor está a debater-se com estratégias de canal em evolução, como o declínio do envolvimento com o e-mail, e com um cenário de novos produtos mais competitivo. “Espera-se que as marcas atinjam um consumidor exigente, concentrando-se na construção de relações mais profundas com os clientes através da flexibilidade que oferecem”, frisa Lierin  Melvin.

A chegada da geração Alfa

Os serviços financeiros estão prestes a ter um aspeto muito diferente à medida que uma nova geração se torna o centro das atenções: a geração Alfa, nascida entre 2010 e 2025, altamente tecnológica.

Os pais da geração Alfa também estão mais propensos a ensinar aos seus filhos questões sobre finanças e poupança. Consequentemente, a consultora refere que se está a entrar numa “era de ouro para a banca familiar”, com uma grande variedade de produtos financeiros e recursos de literacia financeira disponíveis para crianças e adolescentes e aumentos significativos nas despesas de marketing.

“Estes produtos e recursos expuseram os consumidores mais jovens a um comportamento financeiro maduro muito antes da faculdade e do início da idade adulta. A mistura de ofertas de produtos e a mudança cultural criarão um efeito cascata, fazendo com que a geração Alfa tenha uma relação significativamente diferente com os serviços financeiros em comparação com as gerações anteriores, proporcionando novas oportunidades para os bancos tirarem partido”, concluiu Melvin.

 

 

 

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