3 min leitura
BlackRock perde segundo contrato de fundo de pensões neerlandês por divergências em investimento sustentável
Grupo PME retira €5 mil milhões em ativos por dúvidas sobre ação climática e alinhamento com princípios de investimento sustentável. Decisão sucede a outras entidades que também retiraram o seu portfólio da BlackRock.
30 Dez 2025 - 10:30
3 min leitura
Foto: Wikimedia
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Foto: Wikimedia
A BlackRock perdeu o seu segundo grande portefólio europeu de pensões em apenas alguns meses, devido a preocupações relacionadas com o afastamento da gestora norte-americana de investimentos indexados à ação climática. Segundo avança o Financial Times, o grupo PME, um grande investidor neerlandês que gere €59 mil milhões em poupanças para a reforma de trabalhadores dos setores metalúrgico e tecnológico, retirou cerca de €5 mil milhões em fundos da BlackRock.
A decisão surge na sequência de uma medida semelhante levada a cabo em setembro pelo fundo de pensões neerlandês dos trabalhadores da saúde e sublinha a divergência entre a Europa e os Estados Unidos no que diz respeito ao investimento sustentável, que exige a consideração de fatores de risco de longo prazo, incluindo as alterações climáticas e princípios de investimento baseados em valores.
Embora o PME tenha afirmado que a BlackRock, o maior gestor de ativos do mundo, lhe prestou “serviços de elevada qualidade durante muitos anos”, o fundo de pensões também acrescenta que “avalia quais os gestores externos que melhor se alinham com a nossa visão e princípios”. Neste sentido, o grupo PME diz procurar “um portefólio com um número limitado de ações, o que nos permite compreender melhor os nossos investimentos e alcançar um melhor equilíbrio entre risco, retorno e sustentabilidade. A implementação desta estratégia implica também que selecionemos e avaliemos cuidadosamente os nossos gestores externos de ativos”.
Segundo o Financial Times, com esta mudança, o grupo PME passará a utilizar dois gestores de ativos para os seus portefólios de ações, em vez de três, o que também permitirá uma ligeira redução de custos.
A BlackRock, que gere 13,5 biliões de dólares em ativos, afirmou estar “grata pela oportunidade de ter servido o PME e os seus membros” e referiu que gere mais de €350 mil milhões no total para os seus clientes nos Países Baixos.
Nos últimos anos, gestores de ativos norte-americanos recuaram nos investimentos ESG (sigla para ambiental, social e governação) devido a pressões políticas e ações judiciais, acusados de promover uma agenda “woke” e anti-concorrencial. Este recuo levou investidores europeus a procurar gestores com maior compromisso ESG. O Financial Times recorda que, em setembro, o fundo neerlandês PFZW retirou €14 mil milhões da BlackRock após reforçar o foco na sustentabilidade e em fevereiro o britânico The People’s Pension retirou £28 mil milhões da State Street, dando prioridade à sustentabilidade e criação de valor a longo prazo.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030