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BIS defende alinhar política monetária com metas ambientais de longo prazo

Novo relatório alerta que o processo de descarbonização tende a aumentar a inflação e a volatilidade dos preços, criando desafios inéditos para os bancos centrais.

22 Set 2025 - 11:51

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Foto: Pexels/Karolina Grabowska

Foto: Pexels/Karolina Grabowska

O Banco Internacional de Pagamentos (BIS) defende que os países devem alinhar a política monetária com as metas climáticas a longo prazo, num novo relatório publicado nesta segunda-feira.

O documento analisa como a transição para uma economia verde pode impactar a política monetária, revelando que o processo de descarbonização tende a aumentar a inflação e a volatilidade dos preços, criando desafios inéditos para os bancos centrais.

Com base em dados europeus, os autores mostram que aumentos no preço do gás natural elevam a inflação e reduzem atividade económica e emprego. E que políticas monetárias de contração ajudam a conter a inflação, mas podem tornar os combustíveis fósseis mais baratos, diminuindo os incentivos para a adoção de fontes limpas.

O relatório também evidencia que empresas inovadoras em tecnologias verdes são mais vulneráveis a juros altos e crédito restrito, o que pode dificultar investimentos em inovação sustentável.

Uma contribuição teórica do estudo é modelar a transição verde como uma restrição quantitativa à produção de bens poluentes, mas tal pode gerar maior volatilidade inflacionária durante a descarbonização.

O BIS descreve esse cenário como um “dilema verde”: políticas monetárias rigorosas podem travar investimentos limpos e desacelerar a transição, enquanto tolerar pressões inflacionárias temporárias mantém o ritmo da descarbonização, mas aumenta o risco de desancoragem das expectativas.

Como estratégias para mitigar esses efeitos, o relatório destaca a coordenação entre política monetária, fiscal e energética, incluindo subsídios e crédito direcionado a investimentos verdes, que podem ajudar a conciliar estabilidade de preços, crescimento econômico e avanço na agenda climática.

Contudo, salienta que “embora os benefícios a longo prazo da transição verde sejam extremos e evidentes, há mais discussão sobre quais são os custos da transição a curto prazo, como mitigá-los sem retardar a transição e como a transição verde afeta diferentes decisões políticas”.

 

 

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