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BCE: Maior abrandamento do crescimento económico pode ser problema para intermediários financeiros
O BCE alerta que o abrandamento do crescimento pode afetar as PME e as famílias, colocando pressão nas finanças. As perdas no mercado de imóveis comerciais podem aumentar, mas os bancos mostram ainda ter liquidez suficiente. O BCE defende a manutenção de reservas de fundos próprios e políticas para intermediários financeiros não bancários.
20 Nov 2024 - 11:06
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Foto: Unsplash/Bruno Wilson
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O Banco Central Europeu (BCE) avisou esta quarta-feira, em comunicado, que, caso o crescimento económico abrande ainda mais, isto pode colocar pressão nas Pequenas e Médias Empresas e nas famílias, o que, por consequência, pode afetar a qualidade dos ativos dos intermediários financeiros da Zona Euro. O regulador europeu adverte também para as vulnerabilidades da estabilidade financeira devido ao “ambiente volátil”.
As perdas no mercado dos imóveis comerciais, informa o BCE, estão em risco de subir ainda mais, o que pode ser “significativo para bancos individuais e fundos de investimento”. No entanto, esta entidade confia na capacidade de absorver as perdas de qualidade dos ativos dada a sua forte liquidez e capitalização, bem como os “elevados níveis de rendibilidade”.
Para contrariar os riscos e “fortalecer a resiliência do sistema financeiro na atual conjuntura macrofinanceira incerta”, acredita o BCE, devem manter-se os requisitos de reserva de fundos próprios, a par das medidas que garantem critérios de empréstimo sólidos.
Mais ainda, o BCE apela à implementação de políticas relacionadas com os intermediários financeiros não bancários, pela sua crescente quota de mercado. Assim, o regulador espera aumentar a resiliência de todo o setor e, com isto, ajudar também na integração dos mercados de capitais. “Tal deverá reforçar a estabilidade financeira e complementar os objetivos da união dos mercados de capitais, que visa apoiar a produtividade e o crescimento económico da Europa”, remata.
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