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BCE envia lista de prioridades para a próxima reunião dos líderes europeus
Christine Lagarde revelou que o Banco Central Europeu enviou aos líderes europeus uma agenda com os principais temas que o supervisor considera fundamentais para aumentar a competitividade da economia da zona euro.
05 Fev 2026 - 15:05
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Foto: BCE
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Christine Lagarde, presidente do BCE/Foto: BCE
É uma novidade relativamente aos procedimentos habituais do Banco Central Europeu (BCE). Christine Lagarde revelou, nesta quinta-feira, que a instituição enviou aos vários líderes europeus — que se vão reunir no próximo dia 12 de fevereiro num encontro informal de Chefes de Estado e de Governo da União Europeia — uma agenda com temas prioritários que considera essenciais para alavancar a economia da zona euro. No topo dessa lista está a concretização da união dos mercados financeiros, um dossier que está a cargo da portuguesa Maria Luís Albuquerque.
“É necessário implementar reformas significativas para desbloquear o potencial e a competitividade da economia europeia”, afirmou Lagarde durante a conferência de imprensa em Frankfurt.
Outro dos temas incluídos na lista enviada aos responsáveis europeus é a emissão de Eurobonds para financiar as necessidades de defesa da União Europeia.
Os líderes europeus vão reunir-se no dia 12 de fevereiro de 2026, num encontro convocado pelo Presidente do Conselho Europeu, António Costa, que terá lugar em Alden Biesen (Bélgica) e será dedicado, principalmente, ao reforço do mercado único europeu num novo contexto geoeconómico, com foco em temas como: competitividade económica da UE, formas de reduzir barreiras nacionais, promoção de um quadro regulatório mais favorável ao investimento e à inovação, e fortalecimento do mercado único, incluindo potenciais novos regimes de estabelecimento e políticas de apoio às empresas europeias.
Em relação às condições económicas da zona euro, a presidente do BCE afirmou que “a nossa política monetária está em boa forma porque é ágil. Tem a capacidade de atingir o objetivo de manter a inflação nos 2% a médio prazo. No entanto, continuamos dependentes dos dados que vamos recebendo e a decidir reunião a reunião, e é isso que vamos continuar a fazer”.
Segundo um comunicado divulgado pelo BCE, “o mercado de trabalho continua a sustentar os rendimentos, apesar de a procura de mão de obra ter arrefecido ainda mais. O desemprego situou-se em 6,2% em dezembro, após 6,3% em novembro. O crescimento dos rendimentos do trabalho, juntamente com uma menor taxa de poupança das famílias, deverá impulsionar o consumo privado”.
“O Conselho de Governadores destaca a necessidade urgente de fortalecer a área do euro e a sua economia no atual contexto geopolítico. Os governos devem priorizar finanças públicas sustentáveis, investimentos estratégicos e reformas estruturais que impulsionem o crescimento. Desbloquear todo o potencial do Mercado Único continua a ser crucial”, refere o BCE, acrescentando: “É também vital fomentar uma maior integração dos mercados de capitais, concluindo a união de poupança e investimento e a união bancária dentro de um cronograma ambicioso, e adotar rapidamente o Regulamento sobre o estabelecimento do euro digital”.
Segundo o BCE, “a zona euro continua a enfrentar um ambiente político global instável. Um aumento renovado da incerteza poderá afetar a procura. Uma deterioração do sentimento nos mercados financeiros globais também poderá prejudicar a procura. Novas fricções no comércio internacional poderão perturbar as cadeias de abastecimento, reduzir as exportações e enfraquecer o consumo e o investimento”. O BCE acrescenta ainda que “o aumento planeado das despesas com defesa e infraestruturas poderá provocar uma subida da inflação a médio prazo. Eventos meteorológicos extremos e as crises climáticas e ambientais em curso poderão elevar os preços dos alimentos mais do que o previsto”.
Entretanto, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu, nesta quinta-feira, manter as taxas de juro nos 2%, na primeira reunião do ano e pela quinta vez consecutiva, tal como era esperado pelos mercados e pelos analistas. Segundo Christine Lagarde, “a decisão foi tomada por unanimidade”.
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