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BCE deve aprovar posição maior do Crédit Agricole no BPM com condições

BCE quer limitar número de administradores do Crédit Agricole para impedir controlo do banco italiano pelo acionista.

12 Jan 2026 - 11:34

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Foto: Crédit Agricole

Foto: Crédit Agricole

O Crédit Agricole deve reforçar o seu peso na estrutura acionista do Banco BPM, uma operação que deve ser autorizada em breve pelo Banco Central Europeu (BCE). No entanto, segundo a informação avançada por vários periódicos italianos, citados pela Reuters, esta aprovação do banco central vem com algumas condições.

De acordo com a agência Ansa, citada pela Reuters, a maior condição prende-se com a governação do banco e limita o número de lugares que a instituição francesa tem na administração do BPM a sete. Esta imposição pretende impedir um controlo real do banco pelo acionista e evitar conflitos de interesse.

Recorde-se que os dois bancos têm uma parceria comercial forte em Itália e o Crédit Agricole já é o maior acionista do BPM, com uma posição que tem vindo a reforçar no último ano. O banco recebeu autorização do BCE em abril do ano passado para atingir 19,9% e remeteu novo pedido em julho para passar a barreira dos 20%.

Desde setembro que o tema de uma possível fusão entre o braço italiano do banco francês e o BPM tem estado entre os rumores da banca, logo a seguir ao colapso da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do UniCredit sobre o BPM.

Na mesma altura, soube-se que o Crédit Agricole estava a ser assessorado pelo Deutsche Bank e Rothschild relativamente à possível fusão e chegou a reunir com o Governo de Itália – que tem poder para bloquear ou condicionar fusões deste tipo, como foi o caso da OPA do UniCredit – após o pedido endereçado ao BCE em julho. Já em novembro, o CEO do Crédit Agricole, Olivier Gavalda, admitiu que via esta fusão de forma “muito favorável”, ainda que rejeitasse a ideia de vender o Crédit Agricole Itália por dinheiro.

O próprio CEO do BPM, Giuseppe Castagna, enumerou ao jornal italiano La Stampa, no final de julho, que entre os possíveis bancos visados para fusões estavam o Monte dei Paschi di Siena, o BPER e o Crédit Agricole Itália. Os dois primeiros estiveram envolvidos em OPA em 2025, pelo que apareciam como mais improváveis. O líder do banco realçou, contudo, que uma operação deste tipo seria sempre acordada e nunca uma OPA hostil.

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