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BCE abre a torneira da liquidez para bancos centrais fora da área do euro

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu decidiu reforçar o mecanismo de recompra do Eurosistema para bancos centrais a partir do terceiro trimestre do ano.

15 Fev 2026 - 10:00

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Christine Lagarde, Presidente do BCE/Foto: BCE

Christine Lagarde, Presidente do BCE/Foto: BCE

O Banco Central Europeu (BCE) pretende reforçar o euro como moeda de referência para todos os bancos centrais, incluindo aqueles situados fora da zona da moeda única. Nesse sentido, o Conselho de Governadores decidiu introduzir, em princípio, “acesso permanente a todos os bancos centrais, exceto em casos de lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo ou sanções internacionais”, refere o BCE, que acrescenta que “este quadro permitirá que os bancos centrais em jurisdições fora da área do euro lidem rapidamente com os riscos de escassez de liquidez em euros.

Estas alterações visam tornar o mecanismo mais flexível, mais abrangente em termos geográficos e mais relevante para detentores globais de títulos em euros”.

Num comunicado divulgado ontem, o BCE considera que, desde a introdução do EUREP (linha de liquidez para bancos centrais fora da área do euro) em 2020, “a economia mundial sofreu profundas mudanças estruturais relacionadas com a geopolítica e alterações no sistema financeiro internacional. Estas mudanças alteraram a dinâmica do comércio global e da integração financeira, sugerindo que o ambiente macroeconómico e financeiro permanecerá incerto e potencialmente mais volátil. Perturbações financeiras mais frequentes e possíveis efeitos indiretos nos mercados financeiros da zona do euro podem dificultar a transmissão eficaz da política monetária”.

Para a entidade liderada por Christine Lagarde, as “linhas de liquidez como a EUREP ajudam a garantir a transmissão eficaz da política monetária na área do euro. Elas contribuem para mitigar potenciais efeitos negativos de contágio nas condições dos mercados financeiros da área do euro, abordando os riscos de perturbações nos mercados de financiamento denominados em euros fora da área do euro”.

“Num contexto de maior fragmentação e incerteza, os mecanismos de liquidez do Eurosistema, como a EUREP, continuarão a assegurar o fornecimento atempado, consistente e abrangente de financiamento de apoio aos bancos centrais”, refere o supervisor europeu.

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