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Bancos suíços menos otimistas com lucros nos próximos anos

Otimizar resultados à medida que as taxas de juros caem e lidar com o endurecimento das regulamentações, a disseminação da inteligência artificial e com as questões de sustentabilidade entre as preocupações, segundo o barómetro anual da EY.

10 Jan 2025 - 11:13

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Foto: Unsplash/Claudio Schwarz

Foto: Unsplash/Claudio Schwarz

Apesar de os últimos anos terem sido marcados por lucros crescentes para a maioria dos bancos suíços (87%), as expectativas para o futuro próximo são mais cautelosas. De acordo com o Barómetro Bancário EY 2025, 40% das instituições financeiras esperam uma diminuição nos lucros a médio prazo, porém, 85% mantêm uma visão otimista para o longo prazo. O estudo, conduzido pela EY Switzerland, inquiriu cerca de 100 bancos e destacou os principais desafios e oportunidades do setor.

A análise diz ainda que 74% dos bancos antecipam margens de lucros menores nos próximos dois anos, impulsionadas por custos de refinanciamento mais altos. Mesmo assim, apenas um banco em dez (10%) espera que as taxas de juros caiam para o nível em que estavam antes das taxas mudarem de direção.

A aquisição do Credit Suisse deixou uma marca, segundo a análise. Quando se trata do negócio de clientes corporativos, dois terços dos bancos estão a ver uma procura maior por financiamento após a perda de uma das duas principais instituições. No entanto, apenas 49% dos bancos conseguiram traduzir essa procura em margens mais altas. O desafio de longo prazo ainda é combater a erosão da margem, oferecendo uma melhor experiência ao cliente e aconselhamento personalizado, apura o barómetro.

Confiança no mercado imobiliário continua elevada

A queda das taxas de juros está a ter um efeito estabilizador no mercado imobiliário e os preços continuam a subir. A garantia hipotecária, que compõe cerca de três quartos (77%) das exposições dos bancos, continua, portanto, a aumentar em valor. Apenas 7% dos bancos esperam que as imparidades hipotecárias aumentem. Este é o menor número desde que o Barómetro Bancário foi lançado, em 2010.

Também ainda há pouca necessidade de provisionamento de risco em empréstimos para PME. Apesar de alguns ‘outliers’ negativos causados ​​pelo aumento acentuado nas taxas de juros nos últimos anos e pela incerteza económica atual (ameaça de tarifas de importação dos EUA, custos de energia e crises geopolíticas), a confiança bancária bate recordes: apenas 33% dos bancos suíços esperam uma necessidade maior de provisionamento de risco para os seus empréstimos a PME no curto prazo.

A análise dá conta ainda de que novos equilíbrios estão a ser formados no centro financeiro suíço, e não apenas como resultado da aquisição do Credit Suisse. Para as cerca de 100 instituições pesquisadas, as principais questões para os próximos anos passam por otimizar os seus resultados à medida que as taxas de juros caem, lidar com o contínuo endurecimento das regulamentações e com a disseminação da inteligência artificial (IA) e as questões relacionadas com a sustentabilidade.

“Os bancos suíços enfrentam um ano desafiador em 2025, com taxas de juros em queda, erosão das margens e regulamentação crescente. Ao mesmo tempo, o intuito de usar IA oferece enormes oportunidades. O ato de equilíbrio entre eficiência, foco no cliente e disciplina de custos é a chave para o sucesso a longo prazo”, refere Fredrik Berglund, gestor de Auditoria, Serviços Financeiros da EY Suíça, em comunicado.

Impacto crescente da IA

A inteligência artificial e a GenAI estão a tornar-se cada vez mais importantes. A IA subiu do 19º lugar para o 6º na lista de 30 questões prioritárias dos bancos. A percentagem de bancos que já usa IA mais que duplicou desde o ano passado, de 6% para 15%. As áreas de implantação mais frequentemente mencionadas são automação de processos (55%) e conformidade (54%).

Apesar da crescente importância da IA, os bancos ainda não estão totalmente prontos para os requisitos regulatórios, especialmente no que diz respeito à proteção de dados, refere a análise. Um quinto (19%) sente que não está “nada” preparado quando se trata de corresponder às condições regulatórias para o uso da IA.

Procurar o equilíbrio com a sustentabilidade

A sustentabilidade ainda é uma questão relevante, mas está a diminuir comparativamente com os temas tecnológicos, como a IA e ‘big data’. A percentagem de bancos que aplica critérios de sustentabilidade em empréstimos caiu pela primeira vez, de 72% para 67%.

Segundo a EY, os clientes estão a mostrar alguma incompatibilidade entre a procura declarada e o seu comportamento de investimento real quando se trata de produtos sustentáveis. Quase nenhum banco (1%) considera as ofertas de sustentabilidade como uma característica distintiva.

O maior desafio de sustentabilidade para os bancos está em cumprir com as obrigações de produzir relatórios (33%), e muito menos em responder aos desejos dos clientes, o que foi mencionado por apenas 10% das instituições financeiras pesquisadas.

No entanto, a importância da sustentabilidade continua alta. Os requisitos regulatórios em particular estão a contribuir para isso, seja pela obrigatoriedade de produzir relatórios ou pelos requisitos para obter preferências de investimento em relação a questões ESG (sigla para ambiental social e governação).

Além disso, os bancos correm o risco de potenciais acusações de ‘greenwashing’, representando um risco crescente para a sua reputação.

 

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