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Banco Nacional Suíço apoia proposta do Governo sobre requisitos de capital para o UBS
Alterações às regras de capital do UBS estão em discussão há quase um ano, tendo surgido devido ao receio, por parte do Governo, de um colapso do banco e o seu impacto na economia.
12 Fev 2026 - 12:07
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O Banco Nacional Suíço, pela mão do seu vice-presidente, Antoine Martin, reiterou o seu apoio às medidas propostas pelo Governo em relação aos requisitos de capital do maior banco do país, e um dos maiores da Europa, o UBS. Esta questão, que se alonga há quase um ano, coloca frente a frente o executivo, que advoga resiliência do setor bancário, e o banco, que defende competitividade financeira.
Segundo a Reuters, o dirigente do banco central participou num evento em Paris, onde confirmou o apoio da instituição às medidas governamentais. Estas surgiram após o colapso do Credit Suisse, em 2023, que o UBS adquiriu, num negócio orquestrado pelo Governo. Contudo, o executivo tornou-se receoso, temendo o impacto que o possível colapso do banco comprador – agora ainda maior – teria na economia.
As regras de capital propostas pelo Governo, em junho passado, ditam que o UBS tem de capitalizar a 100% as suas subsidiárias estrangeiras, enquanto, de momento, esse valor é de 60%. Esta alteração pode resultar no UBS precisar de mais 22,76 mil milhões de euros em reservas de capital, segundo os valores calculados em junho.
A legislação sobre estes temas tem ainda de passar pelo parlamento suíço, onde o executivo também encontra alguma contestação. Tal como o próprio UBS, outros políticos já argumentaram que as medidas apresentadas podem impactar negativamente a competitividade do país e a sua posição como centro financeiro.
Na altura, o Ministério das Finanças explicou que a legislação final nunca estaria aprovada antes de 2027, no mínimo, com as regras a tornarem-se efetivas nunca antes de 2028. O UBS, neste contexto, teria entre seis a oito anos para se adaptar após a entrada em vigor.
Uma outra regra, que pode entrar em vigor logo após um período de auscultação por parte do Governo, tem a ver com formas mais rigorosas de avaliar ativos, como software ou ativos por impostos diferidos, que o executivo não quer que sejam contabilizados para efeitos de cálculo do rácio CET1.
A Reuters recorda que o Governo deve publicar em breve as suas propostas finais. O CEO do banco, Sergio Ermotti, citado pela Reuters, indicou esta semana que espera maior clareza para o banco nos próximos dois a três meses.
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