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Banco digital brasileiro Nubank aumenta lucros em 50%

Analistas aguardam para ver qual será o custo do risco e quais serão as despesas operacionais nos mercados onde a instituição opera.

26 Fev 2026 - 11:39

3 min leitura

Foto: nubank

Foto: nubank

A Nu Holdings, entidade cotada que detém o banco digital brasileiro Nubank, revelou esta semana um aumento de 50% no lucro líquido do quarto trimestre face ao período homólogo, à medida que a sua base de clientes cresceu, refere a agência Reuters.

Ainda assim, as ações da Nu Holdings caíram 5,5% nas negociações pós-mercado em Nova Iorque, revertendo ganhos iniciais de cerca de 4% logo após a divulgação dos resultados, com analistas a levantarem dúvidas sobre os custos do banco.

O Nubank, que opera no Brasil, México e Colômbia e está a preparar a entrada nos Estados Unidos, registou um lucro líquido de 894,8 milhões de dólares (758,5 milhões de euros) no trimestre de outubro a dezembro, acima dos 552,6 milhões de dólares (468 milhões de euros) registados no mesmo período do ano anterior.

O diretor financeiro, Guilherme Lago, disse à Reuters que o aumento do lucro foi impulsionado por um maior número de clientes, por um aumento da receita por cliente ativo e por um custo estável de prestação de serviços aos clientes.

“Isso gera uma alavancagem operacional positiva para a receita”, afirmou Lago.

Analistas do JPMorgan disseram que o lucro líquido ficou acima das suas expectativas e das do mercado, mas observaram que tal se deveu sobretudo a uma menor carga fiscal, “o que poderá constituir o principal obstáculo para os investidores mais pessimistas, apesar de a maioria dos indicadores operacionais parecer sólida”.

O Nubank afirmou que a sua receita total aumentou 45% no trimestre, para 4,86 mil milhões de dólares (4,1 mil milhões de euros). O número de clientes nos três mercados atingiu 131 milhões, um aumento de 15%.

“Um trimestre forte do Nubank, com aceleração no crescimento da carteira de crédito e na margem financeira”, referiram analistas do Citi. “No entanto, o custo do risco e as despesas operacionais tornam o cenário menos claro para o Nubank”, acrescentaram.

A carteira total de crédito do banco, composta sobretudo por cartões de crédito, cresceu 40%, para 32,7 mil milhões de dólares (27,7 mil milhões de euros), enquanto a taxa de incumprimento superior a 90 dias se fixou em 6,6%, uma descida de 0,1 pontos percentuais.

Lago afirmou, numa nota enviada a analistas, que as taxas de incumprimento normalmente aumentam no primeiro trimestre devido à “sazonalidade natural”, algo que o Nubank espera voltar a verificar este ano.

O Nubank garantiu, em janeiro, a primeira de três aprovações regulatórias necessárias para entrar no mercado dos EUA em 2027.

O CEO, David Vélez, afirmou na teleconferência que o mercado bancário dos EUA parece muito competitivo, mas que existem oportunidades em determinadas subáreas do país.

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