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Banco de Inglaterra mantém juros nos 3,75% numa votação de 5 contra 4

A instituição liderada por Andrew Bailey antecipa uma descida da inflação a partir do próximo mês de abril.

05 Fev 2026 - 15:45

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Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra | Foto: BCE

Andrew Bailey, governador do Banco da Inglaterra | Foto: BCE

Na reunião de 4 de fevereiro, o Comité de Política Monetária do Banco de Inglaterra votou, por uma maioria de cinco votos contra quatro, a favor da manutenção da taxa básica de juro nos 3,75%. Quatro membros defenderam uma redução da taxa em 0,25 pontos percentuais, para 3,5%, revelou nesta quinta-feira o supervisor britânico.

De acordo com a instituição liderada por Andrew Bailey — que votou pela manutenção das taxas —, embora a inflação se mantenha atualmente acima da meta de 2%, a inflação medida pelo Índice de Preços no Consumidor (IPC), que em dezembro se situava nos 3,4%, deverá regressar a níveis próximos do objetivo a partir do próximo mês de abril, em resultado da evolução dos preços da energia, incluindo as alterações previstas no Orçamento de 2025.

Refletindo o impacto da política monetária e em linha com as evidências de crescimento económico moderado e de menor dinamismo no mercado de trabalho, o crescimento dos salários e a inflação dos preços dos serviços têm, de um modo geral, continuado a abrandar. O risco de uma maior persistência da inflação tornou-se menos pronunciado, embora subsistam alguns riscos decorrentes de uma procura mais fraca e de um mercado de trabalho menos favorável.

Segundo o Banco de Inglaterra, “a política monetária está a ser conduzida de forma a garantir que a inflação medida pelo IPC não só atinja os 2%, como também se mantenha de forma sustentável nesse nível a médio prazo, o que implica equilibrar os riscos associados a esse objetivo. O caráter restritivo da política monetária diminuiu, uma vez que a taxa básica de juro foi reduzida em 150 pontos base desde agosto de 2024”.

Será a evolução da inflação que irá determinar se, nos próximos meses, o Banco de Inglaterra procederá ou não a novos cortes nas taxas de juro.

Justificando o seu voto a favor da manutenção das taxas, o governador Andrew Bailey afirmou: “apesar de todas as incertezas a nível global, não estamos atualmente perante uma situação em que a política monetária esteja a ser afetada por grandes choques. A atividade económica está moderada num contexto de desinflação. Embora os inquéritos à atividade económica apontem para um cenário de curto prazo ligeiramente mais positivo, a minha perspectiva central está alinhada com a visão da equipa técnica, que antecipa uma procura mais fraca, tornando os riscos mais equilibrados. A situação do lado da oferta permanece incerta. Espero uma queda acentuada da inflação nos próximos meses”.

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