2 min leitura
Banco de França diz que não há motivos para BCE alterar as taxas de juro
O governador do Banco de França considera que ainda é demasiado cedo para fazer previsões e, mais ainda, que as decisões de política monetária não se baseiam apenas nos preços da energia.
03 Mar 2026 - 10:06
2 min leitura
François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
François Villeroy de Galhau, governador do Banco de França | Foto: Jérémy Barande/Wikimedia
O governador do Banco de França (BdF), François Villeroy de Galhau, afirmou nesta terça-feira que não há motivos para alterar as taxas de juro, que serão avaliadas daqui a quinze dias pelos membros do Banco Central Europeu (BCE). “Seria um erro prever hoje, precipitadamente, uma eventual alteração das taxas de juro”, advertiu Villeroy de Galhau, antes de salientar que, para tomar estas decisões, não se têm em conta apenas os preços da energia nesse momento, numa alusão à escalada dos preços do gás e do petróleo devido ao conflito no Médio Oriente.
O responsável do BdF lembrou que o Conselho de Governadores do BCE tem a próxima reunião marcada para os dias 18 e 19 de março, e que será nessa ocasião que fará uma atualização das previsões, nomeadamente as taxas de juro.
Além de insistir que é necessária uma perspetiva mais ampla, o governador do BdF considerou que o seu país chega a esta crise “com alguns elementos favoráveis: inflação baixa, crescimento relativamente resiliente e um setor financeiro sólido com exposição limitada ao Médio Oriente”.
Em 5 de fevereiro, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas. Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT50
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030