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Banco de França adquire participação na fábrica de notas em Portugal
Parceria entre os bancos centrais português, austríaco e francês foi celebrada em 2017 e é pioneira ao nível do Eurosistema
02 Mar 2026 - 15:19
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Álvaro Santos Pereira, governador do BdP, François Villeroy de Galhau, governador do Banque de France, e Martin Kocher, governador do Oesterreichische Nationalbank | Foto: Linkedin BdP
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Álvaro Santos Pereira, governador do BdP, François Villeroy de Galhau, governador do Banque de France, e Martin Kocher, governador do Oesterreichische Nationalbank | Foto: Linkedin BdP
O Banque de France, o Oesterreichische Nationalbank (OeNB) e o Banco de Portugal (BdP) decidiram reforçar os laços que os unem desde 2017 no que respeita à produção de notas.
No âmbito deste acordo, o Banque de France adquirirá uma participação nas duas entidades responsáveis pela impressão de notas, localizadas na Áustria (Oesterreichische Banknoten- und Sicherheitsdruck GmbH — OeBS, detida pelo OeNB) e em Portugal (Valora, detida pelo BdP).
Segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira pela instituição liderada por Álvaro Santos Pereira, “esta decisão reflete o reconhecimento de que, num futuro próximo, o numerário continuará a ser um elemento central da soberania monetária, tornando essencial o controlo adequado da respetiva cadeia industrial e logística”.
A iniciativa assenta numa cooperação iniciada há uma década com a criação da Europafi, um empreendimento conjunto dedicado à produção de papel fiduciário.
O objetivo é criar um polo europeu de produção pública de numerário, robusto e resiliente, congregando três das instalações de impressão de notas mais modernas e seguras do mundo.
Desde 2017, com vista ao aumento da eficiência na produção de notas de euro, os bancos centrais nacionais que dispõem de impressores próprios têm vindo a estabelecer parcerias. É o caso do Banco de Portugal, que, desde essa data, mantém um acordo de cooperação com o Banque Nationale de Belgique (BNB) e com o OeNB.
Este acordo, pioneiro no Eurosistema, prevê que as quotas de produção atribuídas à Bélgica, a Portugal e à Áustria sejam agregadas e repartidas equitativamente entre o Banco de Portugal e o OeNB, sendo produzidas, respetivamente, pela Valora e pela OeBS.
A estreita colaboração entre os três bancos centrais na produção conjunta de notas de euro evita a duplicação de esforços, reduz o risco de interrupções decorrentes de situações imprevistas, permite alcançar economias de escala, promove a partilha de experiências e de boas práticas e salvaguarda e consolida conhecimento técnico especializado, concentrado num grupo estável de profissionais.
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