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Banco Bison vai lançar a primeira stablecoin portuguesa

Instituição financeira liderada por António Henriques anuncia fusão por incorporação da sua subsidiária de criptoativos, a Bison Digital Assets

27 Jan 2026 - 11:16

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António Henriques/CEO do Bison Bank/direitos reservados

António Henriques/CEO do Bison Bank/direitos reservados

O Bison Bank, especializado em serviços de private banking, gestão de património, custódia e banca de investimento, anunciou nesta terça-feira três iniciativas estratégicas destinadas a reforçar a sua posição na área dos ativos digitais. A instituição financeira, liderada por António Henriques, avançou com a fusão por incorporação da sua subsidiária de criptoativos, a Bison Digital Assets (BDA), o desenvolvimento de capacidades de tokenização de ativos do mundo real (Real World Assets – RWA) e o lançamento de uma stablecoin própria em 2026, que será a primeira a ser emitida por um banco em Portugal.

De acordo com um comunicado da instituição, este ativo digital será o primeiro a ser emitido por uma instituição bancária em Portugal. O banco refere ainda que, “através deste ativo digital, desenhado para se manter estável por via da indexação a uma moeda fiduciária, o Bison Bank conseguirá melhorar a eficiência dos pagamentos transfronteiriços, reduzir custos e acelerar as transações internacionais dos seus clientes”. A iniciativa posiciona o Bison Bank como pioneiro na adoção da tecnologia blockchain para a modernização das infraestruturas de pagamento, alinhando a instituição bancária portuguesa com as melhores práticas regulatórias e de inovação a nível global.

“O nosso ADN é global. Servimos clientes em mais de 140 países e o nosso dever é eliminar as barreiras que os separam das suas oportunidades de investimento”, afirma António Henriques. “A fusão da BDA, a tokenização de ativos e o lançamento da primeira stablecoin bancária portuguesa não são apenas passos tecnológicos; são a materialização da visão do banco de construir uma ponte real entre as finanças tradicionais e a economia digital. Estamos a criar o banco do futuro, hoje, de forma regulada e segura. Vamos oferecer aos nossos clientes — sejam investidores internacionais, clientes portugueses que procuram uma plataforma global para diversificar os seus investimentos ou clientes nativos digitais — soluções transfronteiriças mais eficientes, transparentes e seguras.”

A base desta estratégia assenta na fusão por incorporação da Bison Digital Assets (BDA) na estrutura principal do Bison Bank. Desta forma, os serviços de depósito, transferência e troca de criptoativos, atualmente prestados pela BDA, passarão a integrar diretamente a oferta do banco.

“A integração da BDA no Bison Bank é um movimento natural, impulsionado pelo novo enquadramento regulamentar do MiCA, que prevê a possibilidade de os bancos exercerem atividade com criptoativos”, esclarece António Henriques, CEO do Bison Bank.

Este passo reforça o posicionamento estratégico da instituição no domínio da inovação e da tecnologia e, sublinha António Henriques, “está a ser conduzido com o máximo rigor e em total alinhamento com o compromisso do banco em matéria de transparência e segurança de todos os intervenientes formais”.

O regulamento europeu MiCA (Markets in Crypto-Assets), que autoriza as instituições de crédito a oferecer diretamente serviços com criptoativos, viu a sua transposição para o ordenamento jurídico português com a recente aprovação da Lei n.º 69/2025, de 22 de dezembro, encontrando-se atualmente na fase final de implementação. Uma vez concluído este processo, o Bison Bank assegurará a transição da sua licença em total conformidade com o novo enquadramento legal.

O Bison Bank anunciou ainda que já dispõe da tecnologia e do know-how necessários para avançar com a tokenização de ativos do mundo real (RWA – Real World Assets). A tokenização, enquanto processo de criação de uma “representação digital” (token) de um ativo numa blockchain, é análoga à aquisição de ações de uma empresa e permite que ativos como edifícios ou fundos de investimento sejam transformados ou “divididos” em frações digitais.

Esta tecnologia permite não só democratizar o acesso a investimentos de elevado valor, ao reduzir as barreiras de entrada, como também aumentar a capacidade de atrair liquidez para esses ativos, tornando-os mais facilmente transacionáveis. Desta forma, oportunidades de investimento anteriormente reservadas a grandes investidores passam a estar acessíveis a um público mais alargado, incluindo clientes individuais. Acresce que o registo em blockchain confere maior transparência e segurança a todo o processo. Numa fase inicial, o Bison Bank irá focar esta nova capacidade nos setores do imobiliário e dos fundos de investimento.

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