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Banca moçambicana não acompanha banco central e mantém taxa de juro em fevereiro

Governador do banco central alertou que trajetória descendente das taxas de juro está a chegar ao fim, após o 12.º corte consecutivo anunciado na semana passada.

02 Fev 2026 - 09:58

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Foto: Pexels

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Os bancos de Moçambique decidiram manter inalterada nos 15,7% a taxa de juro de referência para o crédito no mês de fevereiro, não acompanhando assim o corte na taxa diretora decidida quarta-feira pelo banco central. A decisão foi comunicada pela Associação Moçambicana de Bancos (AMB), após o corte, de 0,1 pontos percentuais, em janeiro.

Desde janeiro de 2024 que a taxa, conhecida como ‘prime rate’, tem vindo progressivamente a descer, após seis meses consecutivos em máximos de 24,1%. As oscilações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juro de política monetária (taxa MIMO, que influencia a fórmula de cálculo da ‘prime rate’) pelo banco central, para controlar a inflação.

Na reunião de 28 de janeiro, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar, pela 12.ª vez consecutiva, a taxa de juro de política monetária MIMO, em 0,25 pontos, para 9,25%, prevendo a sua estabilização, mas alertando para o efeito das cheias nos preços. “Esta decisão é sustentada pelas perspetivas de manutenção da inflação a um dígito no médio prazo, não obstante a materialização de alguns riscos e incertezas associados às projeções da inflação, com destaque, podem já imaginar, para a ocorrência de inundações e para a intensificação das tensões comerciais e geopolíticas. Este é o mundo que estamos a enfrentar neste momento”, anunciou o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no final da reunião.

Os receios de Zandamela prendem-se com as cheias em Moçambique desde o início de janeiro, provocando acima de 720 mil pessoas afetadas e mais de 20 mortos, além de várias populações sitiadas e vias bloqueadas há semanas e prejuízos calculados provisoriamente em cerca de 600 milhões de euros. “Entretanto, em face do agravamento destes riscos e das incertezas, o CPMO considera que se aproxima o fim do ciclo de redução da taxa MIMO iniciado em janeiro de 2024”, acrescentou ainda Zandamela, recordando que a trajetória descendente poderia prolongar-se, na previsão inicial, até 36 meses.

“A perspetiva da inflação mantém-se em um dígito no médio prazo. Em dezembro de 2025, a inflação anual fixou-se em 3,2%, após 4,4% em novembro. Estamos com a inflação um sucesso, a um nível razoável, a um nível baixo da nossa inflação. É algo que nos orgulha”, apontou. Insistiu, contudo, que “em face do agravamento dos riscos e incertezas, o CPMO considera que se aproxima o fim do ciclo de redução da taxa MIMO, iniciado em janeiro de 2024.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT50

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