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Autraliano ANZ reporta lucro de 1,16 mil milhões no 1.º trimestre fiscal

O ANZ está a ser alvo de uma reestruturação, que está a ser conduzida pelo português Nuno Matos, que passou a ser CEO do banco em maio de 2025.

12 Fev 2026 - 17:46

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Nuno Matos, ANZ | Foto: Aaron Francis

Nuno Matos, ANZ | Foto: Aaron Francis

O banco australiano ANZ começou o seu ano fiscal de 2026 a ver os primeiros resultados da reestruturação que está a ser levada a cabo pelo seu CEO, o português Nuno Matos. A instituição alcançou um lucro de 1,16 mil milhões de euros no seu primeiro trimestre fiscal, terminado em dezembro de 2025.

Este resultado equivale a um aumento de 6% comparado com o período homólogo e de 17% quando comparado com a média trimestral da segunda metade do ano fiscal de 2025, excluídos os itens notáveis. A contribuir para esta diferença está a redução de custos operacionais em curso, que, até ao final do plano estratégico, pretende cortar 3500 empregos.

Segundo revela o banco, até ao final de dezembro, 60% dos cortes planeados ao nível dos recursos humanos já tinham sido executados. As despesas operacionais do ANZ no primeiro trimestre ascenderam a 1,68 mil milhões, uma redução de 1% em relação ao mesmo período de 2025, uma diferença que aumenta para 8% quando comparado com a média trimestral da segunda metade de 2025, excluídos os itens notáveis. Ainda face a este último período, o ANZ conseguiu reduzir o seu rácio de eficiência em 5,05 pontos percentuais (pp), fixando-se em 49,5%.

Recorde-se que Nuno Matos anunciou em dezembro que ia abdicar do seu bónus de 1,1 milhões de euros, após 32,3% dos acionistas terem votado contra o relatório sobre as remunerações dos executivos.

Em termos de receitas, estas totalizaram 3,42 mil milhões no trimestre terminado em dezembro, um incremento de 3% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A instituição conseguiu aumentar o seu RoTE em 0,49 pp entre o início do ano fiscal de 2025 e o de 2026, ascendendo a 11,7%.

O rácio CET1 do ANZ era, no final de dezembro, 12,15%, mais 0,12 pp do que no trimestre anterior e 0,65 pp acima do período homólogo.

Nuno Matos, que iniciou o seu mandato em maio passado, destaca o “progresso inicial” que se faz sentir neste trimestre. “O nosso programa de produtividade, que visa eliminar a duplicação e simplificar o banco, está bem encaminhado, proporcionando uma redução significativa nas despesas e, ao mesmo tempo, aumentando as receitas. Houve uma melhoria em todos os nossos principais indicadores financeiros, incluindo o retorno sobre o capital tangível, que subiu para 11,7%, e o rácio custo/receita, que ficou abaixo de 50%”, realça.

Além do relatório de remunerações chumbado, o CEO do banco já se deparou com vários outros problemas ao longo do ano. O banco já foi alvo de coimas por parte dos reguladores, devido a má conduta na venda de obrigações do Governo, e teve ainda um problema com um e-mail acidental dirigido a colaboradores que iam ser despedidos.

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