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Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido multa sete influenciadores digitais com 4,5 milhões de seguidores
A FCA identificou a emissão de promoções financeiras não autorizadas relacionadas com instrumentos derivados de alto risco.
23 Fev 2026 - 10:44
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Reino Unido assinou acordo com supervisores financeiros europeus/Foto:Unsplash/Rodrigo Santos
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Reino Unido assinou acordo com supervisores financeiros europeus/Foto:Unsplash/Rodrigo Santos
Sete influenciadores das redes sociais foram condenados no Tribunal da Coroa de Southwark pelo papel desempenhado na promoção de um esquema não autorizado de promoções financeiras envolvendo instrumentos derivados de alto risco (CFDs), revelou a Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido (FCA).
Chris Biggs, Jamie Clayton, Lauren Goodger, Rebecca Gormley, Yazmin Oukhellou, Scott Timlin e Eva Zapico tinham, no conjunto, 4,5 milhões de seguidores no Instagram e declararam-se culpados dos crimes de que eram acusados, tendo sido condenados ao pagamento de uma multa e das custas processuais, no montante total de 14 414 libras (16 483 euros).
Steve Smart, diretor executivo de Fiscalização e Supervisão de Mercado da FCA, afirmou: “Estes influenciadores traíram a confiança dos seus seguidores. Continuaremos a trabalhar com influenciadores responsáveis e a agir contra aqueles que colocam em risco o bem-estar financeiro dos seus seguidores.”
Os CFDs (Contratos por Diferença) são instrumentos derivados de alto risco. A FCA já afirmou que 80% dos clientes perdem dinheiro ao investir em CFDs, devido aos riscos envolvidos. Estes contratos apresentam, regra geral, um elevado nível de alavancagem, o que significa que recorrem a endividamento para tentar ampliar os retornos, podendo resultar em perdas superiores ao investimento inicial. No Reino Unido, a FCA impôs restrições à forma como os CFDs e instrumentos semelhantes podem ser vendidos e comercializados junto de clientes de retalho. A entidade tem vindo a trabalhar para mitigar os prejuízos para os consumidores neste setor.
A FCA publicou ainda um conjunto de orientações sobre promoções financeiras nas redes sociais, com o objetivo de clarificar a forma como as empresas e os influenciadores digitais utilizam estas plataformas para comunicar promoções financeiras e de responder aos riscos emergentes para os consumidores decorrentes da sua utilização.
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