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Australiano ANZ anuncia corte de cerca de 3500 colaboradores e 1000 prestadores de serviços externos
ANZ quer eliminar duplicações e complexidade na estrutura com despedimento de colaboradores. Banco estima impacto de 314,6 milhões na segunda metade do ano fiscal.
09 Set 2025 - 15:21
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Nuno Matos, ANZ | Foto: LinkedIn
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Nuno Matos, ANZ | Foto: LinkedIn
O banco australiano ANZ revelou nesta terça-feira que vai proceder ao corte de perto de 3500 colaboradores até setembro de 2026, bem como à revisão e término de vários contratos com consultores e entidades terceiras, o que vai impactar cerca de mil prestadores de serviços. O CEO, Nuno Matos, que entrou no cargo em maio, lamenta esta “informação difícil” para “alguns dos funcionários”.
O banco esclarece, em comunicado, que espera um custo de 314,6 milhões de euros antes de impostos na segunda metade do seu ano fiscal – que, no caso do ANZ, vai de outubro a setembro. O custo final da reestruturação vai ser divulgado quando o banco apresentar os seus resultados do ano completo a 10 de novembro. Haverá ainda uma atualização da estratégia para os investidores a 13 de outubro.
Estas alterações nos recursos humanos não afetam, contudo, os colaboradores que trabalham diretamente com os clientes do banco no dia a dia, informa a empresa. Apesar das mudanças em curso, o banco garante que vai “manter os compromissos com os governos Federal e de Queensland em relação à aquisição do Suncorp Bank”. O ANZ refere-se ao compromisso de manter os postos de trabalho no banco que adquiriu recentemente por 2,75 mil milhões de euros.
Já a presidente da União Nacional do Setor Financeiro, Wendy Streets, considera que este corte de empregos é desnecessário. A dirigente sindical adianta que, quando questionou o banco sobre quem iria fazer o trabalho das 3500 pessoas em causa, a resposta foi que “esse trabalho vai simplesmente parar”. Streets acredita que “isso não é um plano, é caos”.
“Embora algumas dessas mudanças já tenham começado, estamos empenhados em trabalhar nos impactos da forma mais rápida e segura possível, com cuidado e respeito pelas nossas equipas afetadas”, assegura o CEO. “Operamos num ambiente bancário em rápida evolução e altamente competitivo. À medida que continuamos a nossa revisão estratégica, estamos a eliminar a duplicação e a complexidade, interrompendo trabalhos que não sustentam as nossas prioridades e aprimorando o nosso foco na melhoria das práticas de gestão de riscos não financeiros em todo o banco”, acrescenta Nuno Matos.
Esta notícia surge alguns dias após o banco ter notificado acidentalmente vários colaboradores de que deviam entregar os seus computadores e de quando terminava o seu vínculo laboral, apesar de a empresa ainda não os ter informado de oficial sobre esta questão.
O ANZ explica que esta reestruturação da instituição tem como objetivo “simplificar o banco, fortalecer o seu foco nas prioridades e entregar [valor] aos seus clientes”. O banco garante também disponibilizar apoio aos colaboradores afetados, tais como aconselhamento de carreira e acesso a um fundo de treino de carreira.
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