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As grandes tendências da banca para 2026

Estudo da Capgemini aponta para a necessidade de hiperpersonalização dos clientes com menos de 40 anos, bem como para a simplificação e aceleração dos pagamentos.

21 Jan 2026 - 07:14

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A consultora Capgemini divulgou um estudo sobre as principais tendências que irão influenciar o negócio bancário em 2026. Segundo a multinacional, “a busca por maior eficiência, inovação e valor para o cliente continua a remodelar o setor bancário. Esta mudança não se traduz apenas na adoção de novas ferramentas, mas sinaliza uma transformação mais profunda, que afeta os próprios alicerces da forma como as instituições operam e competem”.

Ao nível do setor bancário, uma das principais tendências para 2026 é a crescente personalização da oferta como motor de crescimento. “Muitos bancos começaram a recorrer a análises avançadas de dados e à inteligência artificial (IA) para oferecer experiências, ofertas e comunicações altamente personalizadas a cada cliente”, refere a Capgemini, acrescentando que “este nível de personalização não só aumenta o envolvimento e a satisfação dos clientes, como também impulsiona o crescimento das receitas, ao alinhar produtos e serviços com as necessidades individuais. À medida que a concorrência se intensifica, a hiperpersonalização torna-se um fator crítico de diferenciação para atrair e reter clientes”.

O estudo destaca ainda o surgimento de uma nova geração de clientes com menos de 40 anos, que obriga os bancos a repensar as suas estratégias. Trata-se de um grupo que valoriza a conveniência, a transparência e experiências digitais em primeiro lugar, o que incentiva “as instituições a inovar através de aplicações móveis personalizadas, envolvimento nas redes sociais e produtos orientados para o estilo de vida. Construir confiança e lealdade junto deste segmento exige comunicação autêntica e jornadas digitais fluidas e sem interrupções”.

Outra tendência fundamental identificada é a diversificação da poupança. “Os clientes valorizam cada vez mais a diversificação, incluindo investimentos alternativos como private equity e ativos digitais. Por isso, os bancos estão a expandir os seus serviços de consultoria e plataformas digitais, de forma a oferecer acesso a novas oportunidades de investimento”.

A facilidade e rapidez nos pagamentos, independentemente da localização do cliente, são igualmente consideradas essenciais para o sucesso das instituições bancárias. Para a Capgemini, “uma experiência de pagamento sem fricções é hoje uma prioridade máxima, tanto para clientes como para comerciantes. Os bancos estão a investir em tecnologias que permitem pagamentos rápidos, seguros e praticamente invisíveis, seja online, na aplicação móvel ou em loja. Ao simplificar os processos de pagamento, as instituições podem aumentar as taxas de conversão, reforçar a satisfação dos clientes e consolidar o seu papel no ecossistema comercial”.

A evolução do ecossistema de pagamentos surge como consequência direta desta tendência. “À medida que os sistemas de pagamento continuam a evoluir, bancos e prestadores de serviços adotam arquiteturas inteligentes para desenvolver novas formas de pagamento que integrem métodos tradicionais e soluções emergentes, incluindo moedas digitais. Com a redução da fraude a assumir-se como prioridade estratégica no comércio eletrónico, a modernização dos pagamentos é essencial para manter a agilidade, reduzir custos e garantir vantagem competitiva num setor financeiro em rápida transformação”.

Segundo a Capgemini, “bancos e prestadores de serviços de pagamento estão a adotar rapidamente soluções inovadoras, como carteiras digitais, pagamentos instantâneos e stablecoins para pagamentos transfronteiriços. Esta evolução é impulsionada pela procura dos clientes por opções mais rápidas e flexíveis e está a dar origem a novas parcerias com fintechs. No entanto, também aumenta a complexidade regulatória e coloca pressão sobre as fontes tradicionais de receita, exigindo a adaptação dos modelos de negócio”.

A dimensão regulatória leva igualmente as instituições financeiras a recorrer cada vez mais a plataformas baseadas em IA. Ao automatizar a atualização de listas de sanções e fluxos de trabalho regulatórios, as organizações conseguem reduzir custos, acelerar tempos de resposta e reforçar a monitorização das transações. À medida que a regulamentação se torna mais exigente e complexa, a conformidade proativa assume um papel central na gestão de riscos em tempo real.

Todo este contexto reforça a necessidade de ganhos de produtividade. Mais uma vez, as soluções de IA desempenham um papel determinante ao automatizar processos administrativos, unificar dados de clientes e permitir aconselhamento personalizado, libertando recursos humanos para se concentrarem no relacionamento com os clientes e em oportunidades de vendas cruzadas. Ao ultrapassar plataformas fragmentadas e processos manuais, as instituições podem aumentar a produtividade dos colaboradores, melhorar a experiência do cliente e sustentar o crescimento das receitas.

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