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Apenas um em cada quatro bancos está a obter vantagens competitivas com utilização da IA

A maioria dos bancos enfrenta desafios na adoção da Inteligência Artificial, como incerteza regulatória e falta de talento. Dois terços admite dificuldade em recrutar perfis neste campo.

11 Ago 2025 - 12:20

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Boston Consulting group | Foto: facebook

Boston Consulting group | Foto: facebook

As instituições bancárias estão numa missão constante de inovação tecnológica e a Inteligência Artificial (IA), que tem dominado este campo nos últimos tempos, está a ser um desafio para estas empresas. Apenas um em cada quatro bancos a nível global está a conseguir fazer uso desta ferramenta de forma a obter uma vantagem competitiva sustentável, de acordo com um estudo conduzido pela Boston Consulting Group (BCG), denominado “For banks, the AI reckoning is here”.

“Num momento em que a IA já está a acrescentar valor a diversas indústrias, a maioria das instituições financeiras limita-se a aplicá-la em projetos-piloto e casos de uso isolados, sem integrar esta tecnologia na estratégia de negócio, o que revela uma necessidade urgente de a IA ser capitalizada”, critica a consultora em comunicado. “A IA está a transformar rapidamente a forma como os bancos criam valor e se relacionam com os clientes. Contudo, a maioria destas instituições ainda não está a alinhar, de forma eficaz, esta tecnologia com a estratégia de negócio”, considera o ‘managing director’ e ‘senior partner’ da BCG em Lisboa, Pedro Pereira.

Segundo este mesmo estudo, as instituições alegam que a pouca clareza regulatória, a ausência de métricas e a falta de talento tecnológico são os maiores entraves à implementação desta tecnologia. 61% dos bancos aponta a incerteza regulatória como “fator crítico” e receia problemas com transparência e risco reputacional.

Por sua vez, a falta de definição de métricas para avaliar o impacto da utilização de IA no negócio é também uma barreira, 60% das empresas a revelarem que ainda não definiram os indicadores de desempenho financeiro. A BCG argumenta que esta lacuna leva, em última instância, a que “muitas iniciativas se mantenham como projetos-piloto, sem escala ou retorno mensurável”.

No que diz respeito ao talento, o estudo da BCG revela que duas em cada três instituições financeiras apresenta dificuldades em recrutar perfis especializados nesta tecnologia e uma em cada três admite que as ações de formação sobre o tema alcançaram menos de um quarto dos colaboradores. “Esta lacuna de qualificação e capacitação compromete quer a implementação operacional, quer a utilização responsável da IA em domínios críticos como concessão de crédito, gestão de risco e deteção de fraude”, alerta a consultora.

A BCG recorda ainda um outro estudo recente sobre este tema, intitulado “Tech in banking 2025: transformation starts with smarter tech investment”, que indicou que “o investimento em tecnologia é, atualmente, uma das principais alavancas para reforçar a competitividade no setor da banca”. Contudo, avisa que grande parte do potencial “não está a ser capitalizado”. “Embora o setor esteja a investir cada vez mais em tecnologia e esta represente, em média, mais de 10% das receitas, mais de 60% desse investimento continua a ser direcionado para atividades de manutenção (‘run-the-bank’), em vez de iniciativas de transformação e inovação (‘change-the-bank’)”.

A consultora defende ainda que “as instituições financeiras devem simplificar o negócio, racionalizar produtos, processos e plataformas, de modo a libertar recursos, permitindo uma adoção eficaz da IA”. Mais ainda, “as empresas do setor devem também encarar a conformidade regulatória como uma oportunidade para reforçar a resiliência operacional e não apenas como um custo”.

Pedro Pereira acredita que, “neste contexto, as instituições financeiras devem adotar uma abordagem mais estratégica e orientada para o impacto, que priorize os casos de uso com maior retorno e potencie o investimento nas capacidades tecnológicas e humanas necessárias para escalar a IA de forma segura, eficiente e responsável”. Acrescenta ainda que “só assim estarão em posição de desbloquear todo o potencial da IA para transformar de forma profunda e integrada áreas como a otimização de processos internos, a eficiência operacional, a personalização da experiência do cliente, a deteção de fraude e a gestão de risco.”

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