4 min leitura
Analistas defendem diversificação de investimentos para evitar casos como o da Nvidia
Os mercados sofreram após o lançamento da DeepSeek, com perdas significativas nas gigantes tecnológicas. Analistas desvalorizam evento, argumentando que não se podem tirar conclusões precipitadas.
30 Jan 2025 - 17:14
4 min leitura
#image_title
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
#image_title
Esta semana ficou marcada pelo lançamento da DeepSeek e o consequente tombo das gigantes tecnológicas na bolsa americana. As sete magníficas – Apple, Microsoft, Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta Platforms e Tesla – somaram um prejuízo de perto de um bilião de dólares, com destaque para a Nvidia, que sozinha perdeu quase 600 mil milhões de dólares. Sobre como prevenir perdas destas, analistas concordam num ponto: diversificar os portfólios de investimento.
Apesar do notável acontecimento, Henrique Tomé, analista da XTB, considera que o impacto está limitado à sessão de segunda-feira. Em declarações ao Jornal PT50, realça que os mercados estão já a centrar-se na reunião da FOMC desta semana e nos resultados trimestrais das tecnológicas. Reforça que eventos destes são “imprevisíveis” e a diversificação de investimentos é a melhor forma de mitigar efeitos.
Henrique Valente, da ActiveTrades, vai no mesmo sentido e refere que não se devem tirar conclusões “precipitadas”, pois, olhando para o mercado, é possível verificar que “os índices continuam em alta”, com a Meta e a Amazon a atingir novos máximos. Por cá, sublinha que os mercados europeus reagiram bem e que o DAX e o IBEX, por exemplo, estão também em novos máximos.
O representante de contas da ActiveTrades realça que, mesmo num contexto de consolidação, “mudanças de paradigma trazem disrupção” e as sete magníficas já representavam cerca de um terço do S&P 500 e estes níveis de concentração “raramente são sustentáveis a longo prazo”. “A diversificação continua a ser a melhor proteção contra eventos disruptivos deste tipo”, defende.
Por sua vez, Henrique Tomé acredita que pode haver impacto futuro caso se verifiquem novos desenvolvimentos. Se não houver “alterações nos fundamentos” – isto é, no negócio das produtoras de chips – então estas empresas devem recuperar e regressar a valores próximos dos que tinham antes. Questionado sobre a possibilidade de impactar Portugal – através de fundos nacionais que investem nestas empresas, por exemplo – o analista não vê qualquer motivo de preocupação.
Analistas da Freedom24 – marca da filial do grupo de investimento internacional Freedom Holding Corp – afirmam até, em comunicado, que houve uma “reação excessiva” do mercado. No entanto, veem aqui uma oportunidade para investidores com perspetivas de longo prazo e que tenham tolerância ao risco. Estes podem aproveitar a desvalorização das empresas para negociar ações a preços mais baixos, o que pode ser bastante rentável se o setor da inteligência artificial acelerar, como está previsto, ilustram.
A título de exemplo, os analistas referem que a Amazon, a Microsoft e a Google tencionam continuar a investir na área da inteligência artificial, o que vai levar a uma manutenção da procura por chips a longo prazo. No entanto, estes analistas destacam que existe ceticismo entre investidores sobre o retorno a curto prazo do investimento em inteligência artificial. Neste sentido, surge ainda a possível agravante da concorrência e das tensões geopolíticas, que podem afetar cadeias de abastecimento, relembram.
Para maior segurança nos investimentos, sugerem, de igual forma, a diversificação dos investimentos, nomeadamente em setores da inteligência artificial menos voláteis.
Henrique Valente, em declarações ao Jornal PT50, sublinha que o surgimento e o avanço de empresas como a DeepSeek são, na verdade, um benefício para a maioria das empresas que dependem de ‘Large Language Models’ (LLM), pois trazem maior acessibilidade à inteligência artificial. “O aumento de produtividade e a redução dos custos que este avanço traz são boas notícias para todos no longo prazo”, defende.
No entanto, deixa a ressalva da Nvidia, que depende da venda de chips de última geração, o que a DeepSeek torna obsoleto, por mostrar que não precisa dos mesmos. Por outro lado, os analistas da Freedom24 recordam que empresas como a Nvidia têm “vantagens estruturais como infraestrutura, ecossistema e relações corporativas”, algo que, argumentam, a DeepSeek não consegue replicar com facilidade. A par disto, estes analistas indicam que há investidores mais cautelosos que aguardam dados mais concretos sobre custos da DeepSeek e escrutínio dos pares.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030