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Álvaro Santos Pereira: “Temos uma cultura reativa e não preventiva. E por isso as catástrofes sucedem-se e nós continuamos a correr atrás do prejuízo”
O governador do Banco de Portugal criticou a falta de planeamento do país face a catástrofes naturais, nomeadamente em zonas propícias a tal.
08 Fev 2026 - 11:31
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
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Audição 17/9 parlamento, Álvaro Santo Pereira
O governador do Banco de Portugal, Álvaro Santos Pereira, criticou, neste sábado, a falta de prevenção que existe em Portugal e as consequências que isto traz para a população, referindo-se às cheias que assolaram várias partes do país e causaram estragos de norte a sul. “Infelizmente, somos uma sociedade que desvaloriza a prevenção e o planeamento adequado. Temos uma cultura reativa e não preventiva. E por isso as catástrofes sucedem-se e nós continuamos a correr atrás do prejuízo”, considera.
Santos Pereira acredita que, apesar de se tratar de “uma sequência de fenómenos naturais extraordinários”, “não é aceitável que tenhamos populações isoladas e inundadas por falta de prevenção ou até de manutenção de equipamentos de bombagem que poderiam evitar males maiores”. Acrescentou ainda que “não é aceitável que não existam planos de crise detalhados e simulacros regulares para as áreas com maior propensão para cheias e inundações”, apontou através de uma publicação na sua página de LinkedIn.
Ainda que considere que “agora é a hora de minorar os danos e socorrer as populações mais afetadas”, deve-se “tirar as necessárias ilações e ensinamentos de toda esta crise” assim que o momento de emergência passar. O governador do banco central afirma que o país tem de “mudar radicalmente” e começar, nas próximas semanas e meses, a preparar-se para as próximas intempéries, cheias e vendavais, ou outras catástrofes naturais. Lembrou também que Portugal é um país com risco sísmico “considerável” e, ainda assim, continua a não ser preparar adequadamente para essa eventualidade.
“Prevenção e planeamento deviam entrar no nosso léxico comum e no nosso dia-a-dia para evitarmos males futuros e minimizarmos catástrofes vindouras. Precisamos de mudar de atitude para aumentarmos a resiliência do nosso país a este tipo de fenómenos”, remata.
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