Subscrever Newsletter - Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Submeter

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade

2 min leitura

Administração do Mediobanca demite-se em peso após OPA do Monte dei Paschi

O CEO Alberto Nagel sai após 17 anos, mas deixa uma mensagem de esperança para o Mediobanca. A assembleia geral de 28 de outubro deve nomear a próxima administração.

18 Set 2025 - 14:41

2 min leitura

Foto: wikipedia

Foto: wikipedia

A administração do italiano Mediobanca apresentou a sua demissão na reunião que teve hoje, à exceção de Sandro Panizza, com efeito a partir da próxima assembleia geral anual, que vai ocorrer a 28 de outubro. Em comunicado, o banco explica que esta decisão foi justificada com base na Oferta Pública de Aquisição (OPA) do Monte dei Paschi di Siena (MPS), que, no período inicial da oferta conseguiu obter 62,3% das ações.

A OPA reabriu no dia 16 e vai até segunda-feira. O diretor-geral do Mediobanca, Francesco Saverio Vinci, admitiu, numa mensagem em vídeo aos colaboradores, que existe a possibilidade de o MPS superar os 80% das ações, tornando a fusão entre as entidades inevitável.

A assembleia de outubro está agora convocada com o objetivo de nomear a nova equipa para os próximos três anos e que vai ter de atuar em conjunto com o novo acionista maioritário. Ainda no seguimento da OPA, a administração decidiu não seguir em frente com o resto do plano de recompra de ações anunciado a 31 de julho, informa.

O CEO, Alberto Nagel, sai de cena depois de 17 anos a liderar o Mediobanca. Numa carta enviada aos colaboradores, e consultada pela Reuters, agradeceu o seu trabalho e “o privilégio” de poder trabalhar com todos. Nesta carta, o líder da instituição admite que o Mediobanca pode sair ainda por cima em todo este processo. Para tal, citou o poeta romano Horácio: “Graecia capta ferum victorem cepit”. Traduzindo, “a Grécia cativa conquistou o seu selvagem vencedor”.

Nagel era criticado em anos recentes por depender demasiado das receitas provenientes da participação do banco na maior seguradora do país, a Generali, onde o Mediobanca é o maior acionista, com 13%. Quem liderava estas críticas eram o empresário Caltagirone e a empresa Delfin, os dois maiores acionistas do banco.

Apesar de tudo ter feito para evitar o sucesso da OPA, Nagel saiu derrotado, com o seu plano de aquisição do Banca Generali a cair por terra pela mão dos acionistas, nomeadamente os dois já referidos, que, por sua vez, são também acionistas do MPS e da própria Generali. Algo que o CEO criticou aquando do chumbo da compra, alegando que havia investidores que não tinham os melhores interesses do banco em mente.

Subscrever Newsletter

Mantenha-se atualizado sobre tudo o que se passa no sistema financeiro.

Ao subscrever aceito a Política de Privacidade