2 min leitura
49% das habitações afetadas pela tempestade Kristin não têm seguro com cobertura de tempestades
O presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões afirmou no Parlamento que os prejuízos ascenderão a 600 milhões de euros.
18 Fev 2026 - 18:44
2 min leitura
Gabriel Bernardino, presidente da ASF/Foto: ASF
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030
Gabriel Bernardino, presidente da ASF/Foto: ASF
Gabriel Bernardino esteve nesta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) para informar que 49% das casas afetadas pela tempestade Kristin não tinham seguro com cobertura contra tempestades. O responsável, com base na informação fornecida por várias resseguradoras, estimou que os prejuízos do conjunto de tempestades para as companhias de seguros serão superiores a 600 milhões de euros.
Esse valor será repartido da seguinte forma: 40% relativos a prejuízos em habitações, 36% na indústria e 24% no comércio. A região mais afetada foi Leiria, segundo o responsável.
Gabriel Bernardino referiu ainda que já foram analisados 114 mil sinistros e pagos indemnizações no valor de 42 milhões de euros.
Em termos médios, “só 50 a 58% das habitações no nosso País tem seguros com coberturas multiriscos”, referiu aquele responsável.
O presidente da ASF afirmou que as seguradoras assumiram o compromisso de realizar 80% das peritagens no prazo de 15 dias após a participação do sinistro. “Posso dizer que 87% das peritagens realizadas até agora foram efetuadas em menos de 15 dias”, acrescentou.
O responsável lamentou a inexistência de um fundo de catástrofes, adiantando que será a própria ASF a apresentar ao Governo uma proposta de solução pré-financiada, que envolverá as companhias, os segurados e o próprio Executivo, para fazer face a este e a outros tipos de catástrofes.
“Se hoje ocorresse um sismo semelhante ao de 1755, os prejuízos estimados seriam da ordem dos 56 mil milhões de euros, o que corresponde a 19% do Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal e lançaria o nosso país numa profunda crise económica”, afirmou Gabriel Bernardino.
Mais recentes
- 2025 bateu o recorde de depósitos de particulares nos bancos
- Revolut lança primeiro cartão ‘ultra-premium’ para empresas no Reino Unido
- DBRS vê sistemas de pagamentos sem impacto com o conflito no Médio Oriente
- Novo Banco debate descarbonização e resiliência a riscos climáticos em ‘Semana da Sustentabilidade’
- Dono do brasileiro Banco Master detido
- Suíça já escolheu as novas notas para 2030